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Segunda-feira

9 de Dezembro de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Saída de Mano só não foi pior do que a chegada

Casamento entre o Palmeiras e o treinador não tinha futuro

A saída de Mano Menezes do Palmeiras é a crônica de uma morte anunciada. Rejeitado tão logo seu nome começou a ser ventilado no clube, o treinador durou somente 20 partidas. A demissão foi carimbada com a derrota para o Flamengo, por 3 a 1 - por sinal, os cariocas já haviam derrubado Felipão no primeiro turno.

Mano tem filosofia de jogo semelhante à do antecessor. Ambos privilegiam o sistema defensivo, embora o recém-demitido apresente um pouco mais de refinamento e repertório tanto na hora de montar o esquema como ao falar. Entretanto, depois de um estilo saturado, talvez o momento pedisse uma mudança mais radical, como a promovida por Jorge Jesus no Flamengo.

Mano foi rejeitado pela torcida palmeirense por sua ligação com o Corinthians. Mas, convenhamos, não era para tanto. Ele treinou o arquirrival do Palmeiras em duas ocasiões, a primeira delas mais vencedora, mas nunca chegou a ser um Tite, que ganhou mais. Enfim, não é fácil entender a cabeça guiada pela paixão do torcedor. O que parece claro, em um clube efervescente como o Palmeiras, é que apostar em alguém que não desperta confiança não é o melhor caminho.

Na verdade, Mano Menezes fez um bom trabalho no Palmeiras. A questão é que o Flamengo excedeu qualquer expectativa e deixou a concorrência sem jeito. Palmeiras e Santos fazem campanhas que em outros tempos levariam ao título, não fosse o aproveitamento avassalador dos cariocas.

Agora, o Palmeiras busca um novo treinador. Jorge Sampaoli, cada vez mais distante do Santos, parece ser a bola da vez. O patrocínio forte, que permite contratações de impacto, sem dúvida é um convite à mudança de ares, tendo em vista as constantes dificuldades financeiras do clube. Venha quem vier, porém, é preciso estar ciente do caldeirão à espera e da responsabilidade de fazer um elenco caro e acomodado produzir mais. Que o digam Lucas Lima e Borja.

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