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Quinta-feira

13 de Agosto de 2020

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

No final, vai sobrar para Fernando Diniz

Treinador, e não os jogadores, que perdem gols imperdíveis, cairá quando o São Paulo for eliminado

Em um momento no qual se discute a capacidade dos treinadores brasileiros, o São Paulo é a exceção que confirma a regra. Afinal, se de fato nosso futebol carece de técnicos audaciosos, com coragem para montar times que proporcionem grandes jogos e alcancem conquistas, Fernando Diniz faz sua parte no Morumbi. Com ele, o time cria inúmeras chances para marcar em todos os jogos. Entretanto, como o aproveitamento é baixo, surgem tropeços como o de quinta-feira (5), frente ao inexpressivo Binacional, pela Libertadores. Nesse ritmo, cedo ou tarde ele vai perder o emprego.

Contra um time muito ruim, que nem a altitude foi capaz de melhorar, o São Paulo mandou no primeiro tempo. Envolvente, com toques rápidos e deslocamentos constantes, como tem sido desde o começo do ano, o time fez 1 a 0. Em seguida, as oportunidades para ampliar o placar se sucederam, mas não foram aproveitadas por causa de erros grosseiros  de Pablo e Antony.

Veio o segundo tempo e, com ele, a virada. Era evidente que, em casa, os peruanos, por piores que fossem, reagiriam. Assim como era claro que o São Paulo “morreria”, por causa da altitude. A máxima “quem não faz, toma” poucas vezes fez tanto sentido.

No grupo da morte da Libertadores, o São Paulo perdeu pontos que muito provavelmente LDU e River Plate não vão perder. A tensão, que na maioria das vezes leva a crises incontornáveis, está no ar. Não vai ser fácil conseguir a classificação. 

Por enquanto, o trabalho de Fernando Diniz sofre poucos questionamentos. Nem poderia ser diferente, dada a inaceitável quantidade de chances que os atacantes desperdiçam. Mas, com o decorrer dos jogos, ele é quem vai pagar a conta. Ainda mais em um clube perdido no tempo e no espaço, que sempre recorre às soluções mais simples para resolver os problemas mais complexos. Demitir o treinador é o mandamento número 1 da cartilha dos dirigentes despreparados.

Tudo isso acontece no momento em que Pato, justo ele, reencontra o caminho do gol. Foram quatro nas últimas três partidas, um marco para quem ficou mais de seis meses sem balançar as redes. O problema é que Pablo, Antony, Vitor Bueno e outros abusam do direito de errar e enterram a esperança de dias melhores.

O que cabe a Diniz fazer para resolver o problema? Insistir nos treinos de chute a gol? Difícil. Com exceção de Antony, os demais já passaram da hora de aprender. Eles são o que são, não há mais tempo de corrigir defeitos cujos reparos deveriam ter acontecido na base. O que Diniz poderia ter feito, ele fez. Com ele, o time chega à frente do goleiro adversário o tempo todo..

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