EDIÇÃO DIGITAL

Quarta-feira

21 de Agosto de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Neymar é o pior inimigo de Neymar

Jogue o que jogar, ganhe o que ganhar, ele terá feito menos do que poderia ao término da carreira por causa das atitudes impensadas

Neymar está de volta. O retorno ao futebol depois do afastamento por lesão foi positivo, com um golaço e uma boa atuação contra o Rennes. Mas, ao término da partida, o que mais repercutiu não foi a boa jornada, nem mesmo a derrota do Paris Saint-Germain nos pênaltis, que custou o título da Copa da França. O que marcou o dia foi o safanão que o brasileiro deu em um torcedor que o provocou. E como nas polêmicas com a grife Neymar o problema não acaba quando termina, a justificativa que ele deu nas redes sociais e o desabafo contra colegas de time em entrevista aumentaram o desgaste e provocaram mais um arranhão na já desgastada imagem do jogador.

Com gestos reprováveis e desculpas que não colam, Neymar constrói uma rejeição poucas vezes vista para um atleta da categoria dele. O talento gigantesco e as boas ações que  promove se perdem em meio a atitudes tão negativas quanto recorrentes. Nesse ritmo, aos 27 anos, já é possível concluir que ele vai ter muito a lamentar ao pendurar as chuteiras, pois não faltarão motivos para um arrependimento que nem os milhões na conta bancária vão apagar. Ainda que seja rico, o currículo ficará aquém do potencial.

O desgaste de Neymar é tão grande que, nas infindáveis listas de comparações entre jogadores – do tipo quem é melhor, Pedro ou Joaquim? –, ele começa a aparecer abaixo de gente muito inferior a ele. Por mais que toda opinião deva ser respeitada, fica evidente que a perda de posições leva muito em conta o extracampo.

A Copa América está chegando, e Tite começa a ouvir “sugestões” de torcedores para não convocar a estrela da companhia. Serviria como lição, dizem. Mas para quem saiu da última Copa do Mundo como saiu e concluiu que não tinha nada a aprender, não dá para esperar reflexão ou mudança, apenas mais do mesmo.

Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.