EDIÇÃO DIGITAL

Domingo

22 de Setembro de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Flamengo resgata o verdadeiro futebol brasileiro

Time carioca pode até não ser campeão, mas joga um futebol sem igual no Brasil

O Flamengo não tomou conhecimento do Palmeiras no duelo entre as principais equipes do Brasil. Com talento, e tirando proveito do abatimento do adversário, recém-eliminado da Libertadores, o time carioca ganhou indiscutivelmente por 3 a 0, em que pese o terceiro gol, fruto de um pênalti questionável.

Do goleiro ao ponta-esquerda, como se dizia antigamente, o Flamengo é uma seleção para os padrões nacionais. Embora Bruno Henrique e Gabigol estejam "brincando" de jogar no ataque, a sustentação que Rafinha, Filipe Luís e Gerson dão ao resto do time é fundamental. Sem eles, e com um Abel Braga mais preocupado em defender do que atacar, o Flamengo patinava, distante da liderança e levantando sérias dúvidas sobre o futuro nas demais competições. Com o trio e a chegada do arrojado Jorge Jesus, tudo mudou. O time foi eliminado da Copa do Brasil, mas chegou à liderança do Campeonato Brasileiro atropelando os adversários e está na semifinal da Libertadores.

O mais interessante nos jogos do Flamengo, pelo menos de um mês para cá, é a quantidade de chances criadas e como a bola passa de pé em pé, desde os zagueiros até os atacantes. Gabigol está toda hora na cara do gol, e Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro também se revezam nos arremates. Não tem monotonia, jogo arrastado e pasmaceira. Nada de jogar por uma bola, duas linhas de quatro ou jogo apoiado.

O que deixa um time na história, com raríssimas exceções, como a seleção brasileira de 1982, são os títulos. Se o Flamengo chegar ao fim do ano somente com o desvalorizado troféu do Campeonato Carioca, a voz do fracasso falará mais alto, principalmente em um clube que tem falhado em momentos decisivos nos últimos anos. Entretanto, não é necessário esperar pelo desfecho das competições para exaltar um time que resgata o formato mais genuíno do futebol brasileiro.

Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.