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Sexta-feira

19 de Abril de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino, Alexandre Fernandes e Bruno Gutierrez. O quarteto traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Benedetto é um risco à espera de um time ambicioso

Destaque do Boca Juniors pode tanto resolver problemas quanto aumentá-los

A Libertadores de 2018 tinha um herói com H maiúsculo, daqueles que aparecem no momento certo com a salvação. Com categoria e raro senso de oportunismo, Darío Benedetto fez gols decisivos para o Boca Juniors nas semifinais, contra o Palmeiras, e nas finais, diante do River Plate. Contudo, no fim das contas, prevaleceu o melhor conjunto do River, que ficou com o título de maneira justa, desde que esqueçamos as vistas grossas da Conmebol para a escalação irregular de jogadores  e para  a imbecilidade de torcedores que impediram a realização do jogo decisivo em Buenos Aires e o levaram para Madri.

Passada a decisão, o River Plate se prepara para jogar o Mundial, com chances de título, enquanto o Boca junta os cacos de uma das derrotas mais doloridas de sua história. E nesse processo, o futuro de Benedetto  no clube é duvidoso, uma vez que, antes mesmo de a bola rolar  no Santiago Bernabéu, já se falava sobre a possibilidade de transferência. Entre os pretendentes, São Paulo e Cruzeiro.

O noticiário não fala em valores, mas certamente não sairá barato tirar o atacante do vice-campeão da Libertadores. Ainda que ele seja uma  interrogação. Afinal, embora seu desempenho no Boca seja excelente – 40 gols em 56 jogos, segundo a Wikipedia – toda a sua carreira até então transcorreu de forma intermediária.  Aos 28 anos, o argentino nunca atuou na Europa. E na melhor de suas fases antes de chegar ao Boca, ele teve boas participações por América e Tijuana, ambos do México.

Não bastasse tudo isso, Benedetto vem de contusão grave. Em 2017, com chance de ir à Copa do Mundo, ele jogou apenas três meses, por causa de uma lesão no joelho direito. Ainda que  demonstre estar recuperado, sempre vai existir o receio de que a recuperação nunca seja plena – qualquer semelhança com Paulo Henrique Ganso e seu pós-2011 não é mera coincidência.

Com todos esses ingredientes à mesa, os dirigentes dos clubes interessados têm uma decisão das mais delicadas para tomar. Benedetto vale o risco?

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