EDIÇÃO DIGITAL

Quarta-feira

5 de Agosto de 2020

Paulo Corrêa Jr

Deputado estadual reeleito na Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa Jr. é formado em jornalismo e direito. Têm como bandeiras principais a descentralização do Porto, causas ligadas ao esporte e assistência social. É considerado um deputado metropolitano, pois sua base está espalhada pelas cidades que englobam a Baixada Santista, Vale do Ribeira e Litoral Norte.

Novas regras e um grande desafio

Com a Baixada Santista na fase laranja, pessoas tentam voltar à sua normalidade em meio a pandemia

Com o reenquadramento de nossa Região na zona Laranja, muitas atividades comerciais, além das de lazer, voltaram a fazer parte rotina da população. Mais lojas abertas e um aumento significativo na circulação pessoas e carros já é facilmente percebido.

Após um período de isolamento que ultrapassou as previsões iniciais, algumas empresas fecharam e muitas já se encontravam a beira de um colapso financeiro. Consequentemente, os trabalhadores também começaram a entrar num período crítico e duvidoso sobre o futuro de seus empregos. Assim, o retorno - progressivo e monitorado - era inevitável.

Ontem foi a vez de ver a reabertura dos shoppings, após autorização da prefeitura. Também com uma série de normas de segurança que devem ser seguidas, este caso específico chama muito a atenção para itens importantíssimos.
Em primeiro lugar, precisamos deixar claro que essa abertura poderá ser o fiel da balança para que demais atividades sejam retomadas. Assim, é fundamental que isso não resulte em um aumento significativo de contaminados, capaz de nos colocar novamente na Zona Vermelha, novamente com regras mais restritivas de isolamento. E, ainda que muitas normas tenham sido impostas aos comerciantes, é importantíssimo que a população tenha a consciência de seguir risca tudo o que foi previsto em termos de cuidados. A obrigação é bilateral.

Me preocupo também, com a situação do lojista que após um longo período sem vendas e faturamento terá sua porta aberta com um horário de funcionamento muito restrito e para um fluxo bem abaixo do que o normal, mas com custos que seguramente irão aumentar. Assim, fica claro que como não havia outra solução, aceitaram o que foi proposto numa tentativa quase que desesperadora para uma retomada que pode levar meses para acontecer.

A doença, a forma de combater e esse “novo normal” são muito novos para definirmos parâmetros. Vamos ter que ter muita paciência. E respeito com todos que estão tentando, de alguma forma, retomar a rotina de sua vida e da cidade.

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.