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Sábado

20 de Julho de 2019

Paulo Corrêa Jr

Deputado estadual reeleito e líder do Patriota na Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa Jr. é formado em jornalismo e direito. Têm como bandeiras principais a descentralização do Porto, causas ligadas ao esporte e assistência social. É considerado um deputado metropolitano, pois sua base está espalhada pelas cidades que englobam a Baixada Santista, Vale do Ribeira e Litoral Norte.

Ecovias e Governo do Estado de São Paulo: Quilômetros a serem esclarecidos

Há tempos o SAI tornou-se uma enorme caixa-preta blindada, fruto de muitos questionamentos e insatisfação por parte dos usuários. De alguma forma, precisamos abri-la

Não existe morador da Baixada Santista que, de alguma forma, não utilize o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Seja de forma direta ou indireta, uma vez que se trata da conexão da região com a Capital e demais estradas de rodagem do Estado de São Paulo, além de um dos principais complexos viários do país, responsável pela entrada e saída de mercadorias no Porto de Santos, ainda o maior da América Latina.

Pois bem. Há tempos o SAI tornou-se uma enorme caixa-preta blindada, fruto de muitos questionamentos e insatisfação por parte dos usuários. De alguma forma, precisamos abri-la.

É mais do que uma obrigação, como prestação de contas ao contribuinte, a exposição do cálculo do preço do pedágio - que o coloca entre os mais caros do Brasil se fizermos a relação de valor por quilômetro de extensão. Isso sem falar dos aditamentos de contrato feitos ao longo de mais de uma década, em troca de contrapartidas assumidas pela Ecovias.

Principalmente no caso da Nova Entrada de Santos e da famosa ponte que irá ligar Santos a Guarujá. Quanto mais a concessionária irá faturar para contemplar-nos com essas obras? Qual o valor real da contrapartida? Quais as cláusulas desse contrato? Que direitos estamos abrindo mão como contribuintes?

Não se trata da importância das obras, mas da licitude com que o acordo foi feito. Temos o caso recente de Paulo Preto, criado e alimentado no canteiro de obras do Rodoanel por total falta de transparência no processo de contratação.

Mas, essas não são as únicas questões. Por que os moradores da Baixada Santista, em dias de Operação Subida e cerca de 4.500 usuários diários de transporte, pagam o preço caro da Imigrantes, quando são obrigados a utilizar a Anchieta? Quais os critérios que definem a aplicação da Operação Comboio, muitas vezes em dias em que a estrada tem total visibilidade? O quem tem sido investido para a segurança e comodidade dos usuários?

Estamos num momento em que precisamos definir qual é nosso destino. É fundamental, para o bom fluxo das coisas, deixar para trás a má gestão e a falta de transparência. Até que a Justiça venha buscá-la no acostamento.

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