Maxwell Rodrigues

15 anos de experiência no segmento de TI atuando em desenvolvimento de negócios e implantação de projetos de alto valor agregado. Responsável pelo desenvolvimento de alianças internacionais com empresas de TI, Segurança e automação portuária.

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Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?

A obra de Clarice Lispector, “A hora da estrela”, diz que, enquanto houver perguntas e não houver respostas, continuaremos a escrever

MO (mão de obra), ISS, IPTU, PDZ, ZPE,CAP, Porto x Cidade, Turismo, etc. O que não falta são siglas e planos para o maior porto do Hemisfério Sul.

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Mas, de fato, o que é possível ser feito? São tantas as perguntas sem respostas...

Planos são planos. Precisamos agir!

Na fase atual, candidatos às prefeituras da região já fazem o planejamento para o Porto de Santos, mas é importante entender que o desafio começa pela habilidade de conhecer os problemas profundamente e, em especial, o negócio. 

Não conseguiremos começar do zero, a roda está girando e os futuros prefeitos precisam entrar no trem que já está em alta velocidade.

A atividade portuária é essencial para a logística do comércio exterior e transporte, com forte responsabilidade na manutenção do abastecimento do mundo. 
Pelos portos são movimentadas mais de 90% das mercadorias para o comércio exterior em todo o globo.

Considerando o tamanho do negócio e sua relevância, fica evidente que a relação da cidade para com o setor portuário em nossa região deve ser muito mais do que somente arrecadação. Trata-se de estratégia. Traçar planos e agir!

A proposta dos candidatos deve ter relação direta com um mundo moderno, rápido, competitivo e com a velocidade que as coisas acontecem diante da morosidade na tomada de ações, fruto da burocracia e entraves existentes em nosso país.

Há de se definir claramente quais inputs e outputs devem ser estrategicamente geridos e planejados, estando em aderência com o que o mundo faz e irá fazer. 

Não é política, é estratégia! E isso pode se tornar um dos maiores legados da nossa geração.

O conceito produtivo enfatiza que a formulação e implementação da estratégia fazem parte de um processo que envolve tomada de decisões relativas ao negócio abordando sempre o produto, serviço, local, desenvolvimento, clientes, posicionamento, marca etc. 

Para que essas decisões possam ser duradouras e olhem para o futuro, os gestores necessitam averiguar onde estávamos, onde estamos e para onde vamos, planejando o macro e microambiente. 

Administradores utilizam input e output (entrada e saída) necessários para os processos de produção, sejam de bens ou serviços.

Um dos grandes conceitos na formação de administradores quanto à produção são os elementos que formam o processo produtivo. Esses elementos são a entrada (input), o processo ( formado por pessoas e equipamentos) e finalmente a saída (output), que é o resultado final de toda essa cadeia. 

E é exatamente daí que surge a pergunta fundamental: temos todos os nossos processos definidos, sejam eles na esfera federal, estadual e municipal quanto ao Porto de Santos?

E quais inputs e outputs podemos considerar neste processo?

Inputs: 

- Mão de obra: Pessoas na geração de resultados em todos os aspectos. O perfil e as funções mudaram radicalmente e a recolocação, capacitação e formação devem ser pilares da estratégia!

- Custo operacional (Mil R$): Entender, avaliar e colaborar com a eficiência operacional do Porto.

Outputs: 

- Faturamento (Mil R$): Consequência da gestão dos contratos de arrendamentos operacionais, além da gestão operacional das áreas dos portos não arrendadas. 

- Carga Movimentada (Mil Toneladas): Para os terminais arrendados, reflete a eficiência operacional, e no caso da área não arrendada, a eficiência da autoridade portuária em conseguir carga para converter em faturamento. 

Estes inputs e outputs evidenciam o impacto da operação portuária no nível de desenvolvimento econômico e social da região. Diante deles é fundamental definir os papeis e processos de todos os atores.

Toda esta estratégia precisa estar ligada à Secretaria de Portos, atuante e conciliadora, que deve ser mediadora com todos os órgãos de governo, deixando a sociedade ciente e consciente das dificuldades e possibilidades. 

Entendendo do negócio, fica mais fácil o papel de facilitador para que este setor tão importante para nossa região possa contribuir com a cidade, e a cidade possa contribuir com o Porto!

Devemos tratar de infraestrutura, do processo e da tecnologia, nessa ordem, e não adquirir tecnologia, sem processos e com infraestrutura deficitária. Assim, começamos do início, antes mesmo das coisas acontecerem!

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