Márcia Atik

Psicóloga, terapeuta sexual e de casal, Marcia Atik também é membro do Centro de Pesquisas em Sexualidade.

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Sexo solo, a dois, a três e por que não a quatro?

Há quem goste, há quem critique ,mas como tudo o que se tem a possibilidade de viver sexualmente é íntimo e pessoal e não diz respeito aos olhares e cochichos curiosos

“’’Sexo é pagão, Amor é latifúndio, Sexo é invasão, Amor é divino

Sexo é animal, Amor é bossa nova, Sexo é carnaval””

Esse trecho da divina que sabe de tudo Rita Lee, traduz bem o que vamos conversar hoje.

Falar de sexo, sexo solo, sexo a dois, sexo a três e por que não sexo a quatro..

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Nunca se falou tanto de sexo solo, como nesses últimos meses de pandemia, quando os encontros tiveram que se adaptar a distancia obrigatória, e nesse contexto houve uma coisa muito bacana, as pessoas reconheceram seu corpo sexual, seus próprios caminhos do prazer, coisa que historicamente só poucos se permitem, e que com certeza não faz nascer pelo nas mãos..

Sexo a dois, muito bom para aqueles que permitem que seus corpos conversem entre si e de tanto conversarem se reconhecem na mesma busca, o sexo a dois abre espaço para o amor, tal qual a musica fala, mas muito cuidado para não confundir amor com hábito, para que isso não ocorra muita criatividade e autoconhecimento.

Ménage a trois, nome chique para falar de sexo a três, como tudo que tem sotaque francês, legal para quem curte, mas com uma observação muito importante só fica bom  quando todos os envolvidos estiverem a fim, pois se um não quer a brincadeira vira sofrimento, exclusão ou mesmo violência

Ah nunca esquecer que podem ser dois homens e uma mulher como também duas mulheres e um homem, isso é equidade, e sexo bom é aquele que todos estejam na mesma vibe....

Por fim falar do swing palavra que deriva de um estilo de jazz e que começou a ser conhecido a partir das festinhas liberais vividas no anonimato na década de 60 do século passado.

A popularização do termo "swing" (troca de parceiros entre dois ou mais casais) ocorreu na mesma velocidade do movimento de contestação aos valores morais de uma época marcada por padrões rígidos de conduta e se tornaram em um prazer descoberto por casais que se propõe a viver essa experiência juntamente com outros casais, trocando de parceria, ou apenas assistindo.

Há quem goste, há quem critique ,mas como tudo o que se tem a possibilidade de viver sexualmente é íntimo e pessoal e não diz respeito aos olhares e coxixos curiosos.

Mas ainda falando dessa dança de corpos o Swing ,vale reforçar que só atinge o objetivo, isso é um prazer diferente, uma brincadeira nova se for de inteiro e comum acordo entre todos os envolvidos, e nem de longe é uma forma criativa para salvar relacionamentos pois só funciona para aqueles que tem de verdade um relacionamento de sinceridade e respeito mútuo.

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