Márcia Atik

Psicóloga, terapeuta sexual e de casal, Marcia Atik também é membro do Centro de Pesquisas em Sexualidade.

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Pandemia estimula a prática e o descobrimento do sexo virtual

Em meio à pandemia, tema vem se estabelecendo na vida das pessoas e 'esquentado' a polêmica sobre tipo de encontro

O sexo virtual é algo que vem, cada vez mais, se estabelecendo na vida das pessoas. Em tempos de distanciamento social, esse tipo de encontro acabou ficando no centro de uma enorme polêmica.

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A coisa funcionava de modo bem simples, olhos se encontravam, um sorriso disfarçado, a aproximação se fazia, feromônios eram trocados e pronto. A liga estava feita.

Aquela conversa que esquentava o clima, a voz de travesseiro sussurrando coisas gostosas de ouvir, de repente tudo muda, de um dia para o outro. Barzinhos fecham, empresas optam pelo “home office” e as pessoas não se esbarram mais.

Devemos reinventar a roda, como paquerar, como encontrar, como conhecer. Mas vivemos na era dos aplicativos e, para suprir todas as necessidades, potencializa-se aquele clique que traz arrepios, curiosidades e também possibilidades sexuais.

Conversas safadas, brinquedinhos eróticos e uma webcam são soluções para quem não pode transar ao vivo.

As vantagens são várias. Maior liberdade de expressão, conversas mais longas, novos códigos, assim todos os amantes são perfeitos, belos e verdadeiros, sem véus.

O novo apareceu. O sexo virtual se torna uma realidade em um simples clique. Nos sites de busca da internet, entre 10 palavras procuradas sete se relacionam a sexo. Está claro, assim, que até aqueles que se dizem preteridos ou reprimidos tem aí um mundo para mergulhar, de fantasias e possibilidades de encontro.

Contra ou favor, bom para refletir, mas com certeza um caminho sem volta.

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