<p data-end="1252" data-start="778">No último dia 5, o Ibovespa, que ostentava uma série de recordes, despencou 4,31%. O tombo inesperado veio com a notícia de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será candidato a presidente. A reação negativa veio com a análise do mercado de que Flávio reduz a chance do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de entrar na disputa. Para a Faria Lima, Tarcísio é o favorito de linha liberal para fazer reformas e cortar gastos públicos, o que estimularia os negócios.</p> <p data-end="1847" data-start="1254">Essa aposta liberal da Bolsa é chamada pelos analistas de “trade eleitoral”, lembrando que o trade é a operação de compra e venda para lucrar no curto prazo. Por isso, conforme as notícias chegam, os preços das ações e os pontos do Ibovespa mudam bruscamente, nesse movimento de precificação (tornar o preço da ação de acordo com o que passou a valer). Se de um lado boa parte da sociedade observa essa reação na Bolsa como preferência eleitoral, do outro existe o pragmatismo dos investidores, que passam a ajustar os preços das ações conforme suas expectativas se confirmem ou se distanciem.</p> <p data-end="2493" data-start="1849">Independentemente da preferência individual, entender o trade eleitoral e outros processos que geram expectativas de alta ou baixa da Bolsa (como escândalos políticos, balanços fraudados, pandemia e até risco de guerras) é fundamental para operar no mercado financeiro, inclusive para outros investimentos. Como o Brasil tem muita presença do Estado na economia, decisões sobre as estatais e uso da verba pública causam muito impacto na volatilidade (vaivém dos preços das ações). Além disso, há o contexto atual do gasto excessivo do governo, que aquece a inflação, e consequentemente faz subir os juros, determinante para enfraquecer a Bolsa.</p> <p data-end="2960" data-start="2495">Em uma ponta o investidor tem sua torcida eleitoral, mas na outra ele precisa entender como o mercado vai reagir às notícias de Brasília. Concordando ou não com elas, deve-se perceber se é hora de vender ou comprar ou mesmo sair da Bolsa para faturar na renda fixa. Isso não significa ignorar questões éticas ou visão pessoal do que se quer para o País, mas ao operar na Bolsa é necessário compreender as guinadas do mercado e agir a tempo para não perder dinheiro.</p> <p data-end="23" data-start="0"><strong data-end="23" data-start="0">Melhores small caps</strong></p> <p data-end="260" data-start="25">A Vulcabrás, com 3 votos, é a small cap (empresas médias na Bolsa) preferida pelos analistas para investir neste mês, segundo o portal ADVFN. Copasa, JHSF, Intelbrás, Cury, Orizon, Marcopolo, Banco Inter e Vivara tiveram duas citações.</p> <p data-end="280" data-start="262"><strong data-end="280" data-start="262">Tesouro Direto</strong></p> <p data-end="521" data-start="282">A expectativa de queda da Selic em janeiro já reduziu as taxas do Tesouro Direto. Elas seguem nas alturas, mas caem dia a dia. Os papéis prefixados ainda pagam 13% ao ano e o IPCA+ remunera com inflação mais 6,8%, mas o de 2029 paga 7,79%.</p> <p data-end="546" data-start="523"><strong data-end="546" data-start="523">Fundos imobiliários</strong></p> <p data-end="776" data-start="548">Inflação menor e expansão dos nichos de logística e shoppings devem trazer um bom 2026 para os fundos imobiliários, segundo suas gestoras, ouvidas pela Suno Research. A queda da Selic também poderá valorizar os fundos de tijolo.</p> <p data-end="3035" data-start="2962">ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.</p>