Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

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Vida que segue... com cuidados

O surgimento de um vírus altamente contagioso impõe mudanças e adaptações dificílimas ao nosso modo de viver

Se soubéssemos com décadas de antecedência, já seria complicado. Mas é claro que o surgimento de um vírus altamente contagioso, que tomou o planeta inteiro da noite para o dia, impõe mudanças e adaptações dificílimas ao nosso modo de viver. Passados seis meses da pandemia da Covid-19, eu, você e provavelmente todo mundo estamos cansados dessa situação. A questão é: mesmo diante de 140 mil mortes no país, vamos fingir que tudo já passou?

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Não podemos. Isso implicaria pôr a perder todos os avanços obtidos até o momento. E olha que, diante das dificuldades iniciais, já são muitos. A maior parte das atividades foram retomadas, espaços públicos e privados estão abrindo gradualmente, hospitais de campanha vêm sendo desativados. O problema é a falsa sensação de que a crise sanitária foi superada.

Infelizmente, há indícios de perigo à vista. A maior aglomeração decorrente do afrouxamento das normas de convívio social e a insistência de pessoas em não utilizar a máscara em público têm efeitos. E a Baixada Santista, com sua vocação turística, começa a assistir na prática.

O número de mortes pelo novo coronavírus em Santos, por exemplo, mais que dobrou nos últimos sete dias. Em relação à semana anterior, aumentou 140%.  Os casos cresceram cerca de 37%. Não parece ser coincidência o fato de os registros ocorrerem duas semanas após o feriado da Independência, quando mais de 260 mil veículos desceram a Serra do Mar.

O advento da pandemia fez com que as cidades da Baixada, Litoral Norte e Vale do Ribeira passassem a receber um número mais alto do que o normal para a época aos finais de semana – não apenas durante feriados. Somos estâncias turísticas, portanto visitantes são sempre bem-vindos. O que se pede, seja ao turista ou ao morador local, é que não haja descuido nas medidas básicas de prevenção. É o que faz a diferença.

Estamos assistindo a Europa, onde o vírus aportou antes, lutar contra a segunda onda da Covid-19. França, Espanha, Alemanha e Reino Unido, entre outros países, estão adotando novas medidas de restrição para tentar barrar o avanço do contágio. Fica o alerta.

Com o fim do inverno por aqui, a tendência é haver uma maior procura por regiões turísticas. A Baixada Santista precisa estar preparada: a precaução e a consciência de coletividade são fundamentais no momento. Se cada um fizer sua parte, as boas notícias surgem. Só queremos ter a oportunidade de afirmar, sem chance de errar, que ‘o pior já passou’. 

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