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Terça-feira

22 de Outubro de 2019

Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

Uma questão de educação

Objetivo do programa Dinheiro Direto na Escola Paulista é disponibilizar recursos adicionais para o fortalecimento de ações nas escolas e possibilitar melhorias de infraestrutura

O governador João Doria (PSDB) sancionou, na semana passada, a lei que institui o programa ‘Dinheiro Direto na Escola Paulista (PDDE-Paulista)’. Fico feliz de nessa hora não ver discordância ou disputa ideológica: em prol de um bem maior, os 94 integrantes da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sejam de situação ou oposição, votamos a favor da proposta. É assim que tem de ser.

O objetivo do programa é disponibilizar recursos adicionais para o fortalecimento de ações das escolas e possibilitar melhorias de infraestrutura. As unidades de ensino estaduais ganharão agilidade para repassar verbas a qualquer momento do ano letivo, possibilitando a transferência direta de recursos financeiros da Secretaria de Estado da Educação às Associações de Pais e Mestres (APMs), com agilidade e sem carga de trabalho excessiva para as escolas e Diretorias de Ensino. Em suma, ajuda a desburocratizar uma série de medidas.

Fico particularmente satisfeito com a iniciativa porque venho acompanhando de perto a situação das escolas estaduais. No primeiro semestre, tive a oportunidade de visitar mais de 30 unidades na Baixada Santista para verificar as condições, ouvir professores e alunos e encaminhar demandas ao Palácio dos Bandeirantes. Posso dizer que, na maior parte, os problemas se acumulam – vão desde a falta de equipamentos básicos até a deterioração completa de salas.

Diante desse quadro preocupante, optei por destinar R$ 980 mil das emendas parlamentares a que tinha direito neste ano para algumas escolas da região. Fato pouco usual, vim a saber depois. Como não era praxe deputados indicarem recursos para escolas estaduais, a liberação do montante não foi imediata – a Secretaria de Estado da Educação teve de se adaptar para receber e encaminhar o ‘reforço de caixa’ vindo da Alesp. Uma andorinha só não faz verão, mas pode ao menos contribuir para tentar mudar o clima.

Uma das emendas, no valor de R$ 300 mil, tem como objetivo auxiliar o implemento em solo paulista do Programa Inovação Educação Conectada, criado em 2017 pelo Ministério da Educação (MEC), com a finalidade de universalizar o acesso à internet no ambiente escolar. Não se trata de luxo: nos dias de hoje, isso é ferramenta mais que obrigatória.

Todo esforço é sempre válido. Enquanto integrante da Comissão de Educação do Parlamento paulista, apresentei diversas solicitações de melhorias estruturais às unidades de ensino estaduais da Baixada Santista. O anúncio do programa Escola + Bonita, feito pelo governador em junho, já significou um passo importante: serão investidos R$ 43,1 milhões na reforma de 51 escolas da rede na região.

Enquanto professor, enxergo na educação a porta que nos permite avançar em todas as demais áreas da sociedade. Cuidar bem da educação é cuidar do nosso futuro. Façamos a lição de casa.

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