Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

Acesse todos os textos anteriores deste colunista

Preservar o passado é o principal passo na construção do futuro

Passadas seis décadas, Instituto Histórico e Geográfico de Santos, enfim, começa a ser viabilizado

Pode-se dizer que a história de Santos 'mora' num antigo casarão da Avenida Conselheiro Nébias – mais especificamente no número 689. É nesse local, onde antes existia uma chácara, que desde 1938 está instalado o Instituto Histórico e Geográfico de Santos (IHGS). Um órgão que atua para nos lembrar quem fomos, com o intuito de garantir o melhor caminho para o que seremos.

Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

Está enganado quem acha que a entidade ficou inativa com o advento da pandemia do novo coronavírus. Por lá, parece mesmo que o tempo não para. Desde janeiro, o IHGS está a pleno vapor para conseguir alcançar um sonho antigo: o Museu Histórico de Santos. O equipamento está previsto numa lei de (acredite) 1956. Outra legislação municipal, de 1962, ratificou a iniciativa. Que, infelizmente, nunca saiu do papel.

A boa notícia: passadas seis décadas, o projeto enfim começa a ser viabilizado. Ao assumir a presidência do instituto no início deste ano, Sérgio Willians cismou em fazer a coisa acontecer. E é o que o escritor e jornalista, um dos principais difusores da história da Baixada Santista, vem conseguindo com a restauração em andamento do casarão-sede, edificação de 1886.

Esqueça a imagem de um museu sisudo e ultrapassado. A ideia é termos um equipamento adequado às exigências atuais, com interatividade e novas tecnologias, (realidade virtual, realidade aumentada, inteligência artificial). Há uma campanha em andamento, desde o mês passado, onde os munícipes podem contribuir com valores módicos para esse objetivo (saiba mais no portal ihgs.com.br).

Enquanto membro da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), não poderia deixar de me entusiasmar com a iniciativa. Indiquei R$ 110 mil em emenda parlamentar para o projeto, verba que em 2021 será utilizada para a montagem do setor expográfico do museu. Serão adquiridos 5 monitores LED 43 polegadas, um projetor Ultra HD 4K, sistema completo de som e o mobiliário expositivo.

Diversas cidades brasileiras contam com um museu histórico municipal. Tendo em vista a importância que Santos possui no cenário nacional (e também no internacional), é até uma falha não dispormos do nosso. Imagine o quanto temos a ganhar no setor educacional, cultural e turístico com tal equipamento. O momento é agora: não podemos perder o bonde da história.

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.