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Sexta-feira

22 de Novembro de 2019

Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

O milagre da multiplicação

Programa Jovem Doutor é uma das idealizações que merecem o devido respeito

Ao longo da minha curta carreira política, tenho tido o privilégio de conhecer diversas iniciativas que fazem a diferença. Na última terça-feira, vivi mais um desses momentos especiais. Acompanhei a visita dos alunos da rede municipal de ensino de Santos que participam do projeto Jovem Doutor à Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Confesso ter ficado encantado ao ver tamanho interesse e alegria por parte dos estudantes. Boas ideias, como essa, precisam chegar a cada vez mais pessoas. E encontrar caminhos para que isso ocorra é o que sempre vai me mover, não só como educador, mas também como agente público.

Foi a vereadora Audrey Kleys (Progressistas), minha colega de partido, quem me apresentou o programa. O qual ela, por sinal, intermediou para que fosse desenvolvido no município, a partir de 2015, quando ainda era secretária adjunta de Educação, com a participação de alunos do Ensino Fundamental.

Eles atuam como agentes ativos de saúde, replicando informações para amigos, familiares e à comunidade sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência, puberdade, higiene, bullying e ciberbullying, entre outros temas, com a utilização de novas tecnologias. O fato de que a cada ano o número de interessados só aumenta comprova que o projeto vai muito bem.

Na terça, conversamos com o idealizador do Jovem Doutor, o médico e professor-doutor Chao Lung Wen, do Departamento de Telemedicina da USP, sobre a importância de o programa ser expandido para outras localidades. Enquanto integrante da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), me comprometi a realizar tratativas na Casa para que o Projeto de Lei nº 504, de 2007, de autoria do ex-deputado estadual Valdomiro Lopes, seja enfim pautado para votação. A propositura prevê que faculdades particulares das áreas de Saúde possam ser incluídas no projeto.

Não é pouca coisa: a medida faria com que se estabelecesse uma ampla rede multiplicadora de informação no estado. Professores e alunos dos cursos de Medicina, Odontologia, Enfermagem e Fisioterapia, por exemplo, passariam a orientar voluntariamente estudantes dos ensinos Médio e Fundamental, que, por sua vez, repassariam os ensinamentos em suas cidades.

Em paralelo, na função de vice-presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação da Alesp, quero me empenhar no aprimoramento do projeto em solo santista – até para que este se torne modelo para outros municípios. A vereadora Audrey Kleys pretende elaborar um projeto para a criação de uma Estação da Ciência de Santos, um espaço voltado às inovações tecnológicas da telemedicina para os estudantes. Vamos ouvir os educadores e especialistas e, quando a proposta estiver delineada, terei a missão de fazer o que estiver ao meu alcance dentro do Parlamento paulista para viabilizá-la.

Ver jovens engajados em disseminar o saber, de maneira espontânea e voluntária, nos faz crer na construção de uma sociedade mais justa. É gratificante assistir a consciência da cidadania, de entender o seu papel no mundo, despertando desde cedo. Muitos desses alunos poderão vir a ser os médicos de amanhã. Serão profissionais que, inegavelmente, possuem um conhecimento de causa.

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