EDIÇÃO DIGITAL

Quinta-feira

23 de Maio de 2019

Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

Lição de casa: educação básica

Com menos de dois meses de trabalho, posso afirmar que a situação nas unidades da rede pública de ensino paulista é preocupante

Enquanto membro efetivo da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e professor há mais de duas décadas, acredito que teoria é essencial – mas a prática, indispensável. Por isso, ao assumir o mandato de deputado estadual, em março, me comprometi a verificar in loco as condições das escolas estaduais na Baixada Santista.

Com menos de dois meses de trabalho, posso afirmar que a situação nas unidades da rede pública de ensino paulista é preocupante. Em alguns casos, assustadora. Nesta semana, estive em Praia Grande, onde visitei as escolas estaduais (EEs) Pedro Paulo Lopes (Jardim Anhanguera), Dr. Alfredo Reis Viegas (Vila Sonia) e Profª Sylvia de Mello (Vila Antarctica).

O objetivo não é apontar o dedo para os problemas, mas tentar auxiliar em suas resoluções. Sou solidário aos administradores dessas unidades, que fazem o possível e o impossível para manter suas portas abertas.

Sigo o seguinte rito: realizo a visita na escola, verifico demandas e problemas com os diretores, professores e alunos, e, com as informações coletadas, monto um relatório para ser debatido na Comissão de Educação. Também apresento trabalhos em plenário com o intuito de alertar o Governo do Estado sobre as dificuldades encontradas e cobrar providências.

É um trabalho de formiguinha – e que se encontra no início. Mas, mesmo com o curto tempo das andanças, há sinais de que haverá muito por fazer. Na maior parte das unidades que já visitei na região, me deparei com uma série de problemas: falta de equipamentos, infiltrações nas estruturas, salas de aula sem acabamento nas paredes, vidraças quebradas, quadros negros danificados, fiação solta e quadras poliesportivas abandonadas, só para citar alguns.

Na primeira reunião da Comissão de Educação e Cultura, na terça-feira (23), os colegas parlamentares pretendiam discutir metodologia de ensino e planos de ação, entre outros temas. São questões importantes, claro, mas há necessidades mais urgentes no momento. Além de nossas escolas estarem literalmente caindo aos pedaços, precisamos garantir o mínimo de estrutura para os docentes e estudantes e, o principal de tudo, a valorização dos professores. Sem esses quesitos básicos, é inevitável faltar educação.

Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.