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Quarta-feira

15 de Julho de 2020

Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

Juntos somos mais fortes

Todas as decisões referentes ao combate à Covid-19 na Baixada Santista foram sugeridas, debatidas e definidas em reuniões virtuais do Condesb

Com o índice alarmante de 80% de ocupação de suas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), a Baixada Santista decidiu manter as medidas restritivas voltadas ao isolamento social como prevenção ao novo coronavírus. Os prefeitos da região solicitaram respiradores hospitalares ao Governo do Estado para transformar leitos de enfermaria em novas UTIs.

Os nove municípios também optaram por comprar em grupo insumos para o atendimento aos pacientes da Covid-19 e, ainda, estabeleceram o uso obrigatório de máscaras à população.

O que todas essas decisões têm em comum? Todas foram sugeridas, debatidas e definidas em reuniões – virtuais, como o momento exige – do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista). Se há uma notícia boa em meio à pandemia, é esta. Nenhum gestor teve um rompante solitário e decretou tais medidas, todas foram estipuladas em conjunto.

A própria Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) estabelece em seu site: a finalidade do Condesb é ‘tratar dos assuntos inerentes aos campos funcionais da Região Metropolitana da Baixada Santista [RMBS]’ e ‘especificar os serviços públicos de interesse comum do estado e dos municípios’.

Nos últimos tempos, porém, o órgão dava mostras de que vinha perdendo força, com a baixa participação nas reuniões mensais e até a falta de interessados em presidir o colegiado, conforme amplamente noticiado pela imprensa.

O que os nove prefeitos têm feito desde o início da pandemia nada mais é do que colocar em prática as atribuições do conselho. Em um momento tão delicado, que requer muita responsabilidade na escolha de ações, é animador ver a união sistemática dos nossos chefes de Executivo na busca por criar os melhores meios para o enfrentamento à doença.

É preciso exaltar o caráter democrático do grupo. Sou testemunha de que algumas sugestões que fiz – como a criação de convênio com a rede hoteleira para alojar profissionais da saúde (uma realidade em Santos) e a adaptação de ginásios esportivos para abrigar a população de rua – foram bem recebidas internamente.

Na função de deputado estadual, estou cada vez mais convencido da necessidade real de os municípios da região caminharem lado a lado. Temos características semelhantes, pessoas que moram numa cidade, mas trabalham em outra, enfrentamos as mesmas adversidades. Não somos separados por fronteiras: precisamos compartilhar os problemas, buscar soluções e agir juntos. Sempre.

Que as lições tiradas desse período de exceção em que a palavra de ordem é ‘isolamento’ sirvam para, numa contradição apropriada, nos unir de vez. Estamos interligados territorialmente – que passemos a nos conectar, também, nas ações do cotidiano em prol de uma vida melhor para todos.

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