Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

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Conquistar e manter

Desde que iniciei o mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), aprendi que nada cai do céu

Uma bem-humorada nota publicada num jornal da Capital, durante o ápice da pandemia da Covid-19, brincava que o responsável pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, não andava conseguindo dormir direito por minha causa. A piada tinha razão de ser: não foram poucas as vezes que procurei o chefe da pasta, dia e noite, para solicitar recursos para a Baixada Santista.

O secretário sempre se mostrou solícito e compreensivo sobre a complexidade do enfrentamento ao coronavírus na região, que recebe visitantes de várias localidades. Não foi por acaso que, via seu intermédio junto ao Palácio dos Bandeirantes, conseguimos viabilizar 155 respiradores pulmonares para hospitais das nossas nove cidades. Uma vitória importante em um momento tão difícil.

Desde que iniciei o mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), aprendi que nada cai do céu. Não bastam vontade política ou bom trânsito: é necessário planejamento, estudo e organização. Por isso, lá atrás, ao solicitar os aparelhos, tive a preocupação de pensar também no seu uso pós-pandemia.

Os respiradores são um dos itens que diferenciam uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um leito hospitalar. O reforço dessas UTIs – que poderão ser utilizadas por pacientes de qualquer enfermidade – ao sistema de saúde regional não deve ser desprezado. Mas mantê-las, evidentemente, tem um custo.

Assim, entre as emendas que apresentei ao projeto do Orçamento do Estado para 2021, cuja pautação em plenário deve ocorrer até o fim do mês, está a que prevê a manutenção total das 155 UTIs.

A proposta retira R$ 6 milhões da Secretaria estadual de Comunicação e reverte o montante, integralmente, para o custeio de funcionamento desses novos leitos de UTI. A medida alivia os cofres já defasados dos nove municípios em um período de busca pela retomada econômica. Ao mesmo tempo, o Governo do Estado garante a preservação da expansão da rede de atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) na região.

Já disse e repito: dinheiro na saúde não é gasto, mas investimento em vidas. E vida, o bem mais precioso de que dispomos, é algo que não tem preço. 

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