Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

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A verdade sobre as mentiras

Na minha curta trajetória na política, me deparei em diversos momentos com informações falsas a meu respeito. É rir para não chorar: até de ‘espião canadense’ eu já fui tachado

A mentira sempre foi uma arma utilizada no meio político. Para sermos mais precisos, pelos adeptos da má política. Induzir ao erro, caluniar ou simplesmente inventar fatos com o intuito de prejudicar adversários são práticas que, infelizmente, proliferam em anos eleitorais.

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Um conjunto de medidas foi adotado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para coibir as fake news. O presidente do órgão, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que “temos conseguido neutralizar dentro do possível” a influência das notícias falsas, com a derrubada de perfis suspeitos e prisões em flagrante pela Polícia Federal. Já é um avanço, mas precisamos ir adiante. Pelo bem da democracia.

Antes de mais nada, é preciso esclarecer: qualquer ato relacionado à criação, à divulgação e à disseminação de informações falsas é considerado crime – pode ser enquadrado em pelo menos oito artigos do Código Penal e um do Código Eleitoral, com penas que vão desde a aplicação de multas até a prisão.

Se por um lado há verdadeiras empresas dedicadas a propagar as fake news (mediante pagamento, evidentemente), com utilização de recursos tecnológicos avançados, na outra ponta estão pessoas comuns – o que o ministro Barroso classificou como “inocentes úteis” – que, por desconhecimento, repassam as mentiras adiante. Esse movimento provoca um efeito ‘bola de neve’ perverso, no qual a vítima sempre sai prejudicada. Mesmo que, mais tarde, a verdade venha à tona.

Posso falar com conhecimento de causa. Na minha curta trajetória na política, me deparei em diversos momentos com informações falsas a meu respeito. Notadamente em anos de eleições. É rir para não chorar: até de ‘espião canadense’ eu já fui tachado.

No final do ano passado, resolvi que colocaria meu nome à disposição do meu partido para concorrer à Prefeitura de Santos. A pandemia do novo coronavírus alterou meus planos: percebi, na prática, a importância que o meu mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) teria no enfrentamento à crise sanitária, o que acabou se revelando fato concreto por meio das inúmeras ações exitosas que conduzimos. A vontade de ser prefeito teve de ser postergada em prol de um objetivo maior.

Foi o que bastou para que boatos começassem a surgir – ganhando força, como convém às fake news, no período eleitoral. O mais esdrúxulo me acusa de ter desistido do pleito em troca de benefícios financeiros. Talvez algumas pessoas não saibam, mas, antes de alcançar o primeiro cargo eletivo (vereador, em 2012), eu já ministrava um bem-sucedido curso de idiomas na Unisanta. A partir de 2019, este passou a ser oferecido também no formato EAD (ensino a distância), chegando então a dezenas de milhares de alunos no mundo todo.

Se quisesse, levaria uma vida confortável e sem preocupações financeiras longe da política – que, para mim, não é profissão, mas um meio de tentar tirar do papel as causas em que acredito. A cada nova conquista na Alesp (e são muitas!), sinto que o trabalho está valendo a pena. Se no mundo das fake news honrar um mandato até o fim e se dedicar a seu ofício profissional são motivos de desconfiança, no meu, o mundo real, ainda continuam sendo demonstrações de compromisso e ética. 

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