Kenny Mendes

É deputado estadual (Progressistas). Professor universitário há mais de 20 anos, estreou na vida pública em 2013 como vereador em Santos. Foi reeleito em 2016 com a maior votação da história da Câmara Municipal - na ocasião, obteve 24.765 votos.

Acesse todos os textos anteriores deste colunista

Água é vida

Neste ano, em que uma pandemia sem precedentes assolou o planeta, o ato de lavar as mãos ficou prejudicado para moradores e turistas de Guarujá

Em um passado não muito distante na Baixada Santista, tão certo quanto a queima de fogos durante o Réveillon era a falta d’água na temporada de verão. Ajustes foram realizados pela Sabesp, concessionária do sistema de saneamento básico na região, e o problema foi minimizado ao longo do tempo – exceto em Guarujá.

A situação na Ilha de Santo Amaro, pelo contrário, piorou. Neste ano, em que uma pandemia sem precedentes assolou o planeta, o ato de lavar as mãos ficou prejudicado para moradores e turistas no município. Dependente do abastecimento das mananciais dos rios Jurubatuba e Jurubatuba-Mirim, ambos afetados pela estiagem iniciada em março, a cidade teve de recorrer a caminhões-pipa para tentar reduzir o sofrimento de famílias que, apesar de pagarem seus impostos, não tinham acesso a um produto básico. Em pleno século 21.

Me encontrei com o prefeito Válter Suman, na quarta-feira (21), para falar sobre o projeto de criação de um megarreservatório de água na Cava da Pedreira, local situado às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Anunciada pela Sabesp, a medida não saiu do papel. É preciso destravar o processo.

Suman me explicou que todos os trâmites pertinentes à administração municipal já foram concluídos – a contratualização acertada com a empresa em 2019, pelo período de 30 anos (renováveis), estabelece R$ 780 milhões em serviços no município. A obra na pedreira, não por acaso, é um dos investimentos previstos.

Um dia depois, nesta quinta-feira (22), levei a demanda para o vice-governador Rodrigo Garcia, que se mostrou bastante sensível ao caso. Ele solicitou todos os detalhes acerca do processo a fim de verificar o que exatamente está causando o entrave.

O prefeito foi categórico: sem o empreendimento, Guarujá permanecerá sujeita aos constantes focos de desabastecimento. A capacidade do Sistema Jurubatuba vem se exaurindo e, enquanto fonte exclusiva de fornecimento de água para o município, os impactos negativos dessa dependência tendem a se agravar.

Não estou falando de algo que desconheço. Tenho um carinho enorme por Guarujá, onde vivi por 10 anos. No ano passado até fui agraciado, pela Câmara Municipal, com o título de Cidadão Guarujaense. No período em que lá residi, também vivenciei o inconveniente da falta d’água. Acompanho o empenho do executivo municipal na busca de uma solução definitiva para o problema – que, com a ação conjunta da Sabesp, pode enfim deixar de ser crônico.

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.