Júnior Bozzella

É bacharel em Direito, empresário, deputado federal (PSL/SP), presidente do diretório estadual do PSL no Estado de São Paulo e vice-presidente Nacional do partido.

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São Paulo e Baixada na dianteira do combate à Covid-19

Atualmente o mundo já registra quase 2 milhões de mortes pela Covid-19 e cerca de 90 milhões de casos confirmados

Nesta última semana recebemos uma grande e importante notícia para o enfrentamento à Covid-19 no nosso país. O Governo do Estado de São Paulo divulgou que a CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o instituto Butantã de São Paulo, demonstrou eficácia de 78% para casos leves em estudo clínico com 12,4 mil voluntários e de 100% para casos moderados e graves, internações e óbitos. 

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De acordo com o governo estadual, as duas etapas anteriores da pesquisa feitas no Brasil já haviam atestado que a CoronaVac é segura e produz uma resposta do sistema imunológico. Vale lembrar que a taxa global de eficácia recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Anvisa é de, ao menos, 50%.

Atualmente o mundo já registra quase 2 milhões de mortes pela Covid-19 e cerca de 90 milhões de casos confirmados, sem contar as subnotificações. No Brasil ultrapassamos nesta última semana a triste barreira de 200 mil óbitos pela doença. Depois de um ano de pandemia, nenhum medicamento se mostrou cientificamente eficaz na prevenção ou cura da Covid. Diante disso, fica evidente que independente de questões políticas e ideológicas uma coisa é certa, a vacina é a nossa única alternativa a curto prazo para a imunização em massa e para o fim da pandemia que vem devastando a saúde e economia do nosso país.

Aqui, a Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) soma cerca de 2 milhões de habitantes, com um alto percentual de população idosa, justamente aqueles que estão entre os grupos considerados de alto risco da doença. Por isso a imensa importância de iniciar a vacinação o quanto antes. 

Nesse sentido o município de Santos fez a lição de casa e saiu na frente apresentando o seu Plano de Imunização contra a Covid-19 e toda a logística que envolve a aplicação da vacina em larga escala, como aquisição de insumos, contratação extra de profissionais capacitados, e disponibilização de locais adequados para armazenagem e aplicação das vacinas. Em Santos a previsão é que cerca de 24 mil trabalhadores da saúde e 80 mil idosos sejam vacinados nessa primeira etapa, sendo que o grupo da Saúde deve receber a primeira dose a partir do dia 25 de janeiro, e os idosos devem começar a ser imunizados a partir de 8 de fevereiro. 

Cubatão, São Vicente, Guarujá e Praia Grande também se prontificaram o organizar a imunização, restando apenas formalizar a apresentação dos respectivos Planos de Imunização, enquanto as prefeituras de Mongaguá, Bertioga, Peruíbe e Itanhaém aguardam para sinalizar como devem organizar a vacinação contra a Covid-19. 

É importante ressaltar que estamos há apenas duas semanas da data prevista pelo Governo do Estado para o início da vacinação contra a Covid-19 e a organização dos municípios da RMBS nesse sentido é fundamental. Vivemos em uma região interligada onde a circulação de pessoas acontece entres as cidades. É muito comum uma pessoa morar em São Vicente, trabalhar em Santos e a noite ir visitar um amigo ou namorada em Praia Grande, por exemplo. Uma pessoa circula por duas ou até mais cidades no mesmo dia, por isso a extrema importância de que a imunização contra a Covid-19 aconteça de forma simultânea e uniforme em todos os munícipios da região. 

O sucesso na luta contra a pandemia depende de responsabilidade e união. Deixemos a ciência, os profissionais e pesquisadores da saúde fazerem o seu trabalho e façamos o nosso. Esperamos que a Anvisa haja com a celeridade e a seriedade que o atual momento da pandemia exigem e que não sejam permitidas interferências políticas pelo bem do Brasil e do povo brasileiro.

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