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Quinta-feira

19 de Setembro de 2019

Júnior Bozzella

É bacharel em Direito, empresário, deputado federal (PSL/SP) e membro do diretório nacional do partido. Foi superintendente da Funasa no Estado de São Paulo, vereador na cidade de São Vicente (SP), além de suplente de deputado estadual e candidato a prefeito no município.

Pela pátria e pelo progresso, ordem na Educação

A implantação das escolas cívico-militares é um importante caminho para a retomada das rédeas da nossa nação e para a mudança

Na última semana o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto regulamentando o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Pautadas por dois diferenciais importantes, que são o sistema de organização e a metodologia adotada, as escolas cívico-militares são reconhecidas nacionalmente como de grande sucesso, cuja qualidade educacional é indiscutível, além da importância do cultivo de valores como ordem, ética, disciplina e respeito.

Em um país como o nosso, constantemente ameaçado pela decadência de valores e da família, pela insegurança das ruas onde em muitas regiões imperam a criminalidade e o tráfico de drogas, eu vejo a implantação das escolas cívico-militares como um importante caminho para a retomada das rédeas da nossa nação e para a mudança, que passa obrigatoriamente pela educação e formação de futuros cidadãos de bem, comprometidos com valores éticos e com a pátria. 

A revista Superinteressante publicou uma pesquisa sobre o desprestígio dos professores. Só um em cada cinco brasileiros recomendaria a carreira de professor a um filho. Precisamos virar esse jogo. A figura do mestre deveria ser uma das mais admiradas e prestigiadas, mas o que vemos hoje é um cenário de terror e total desrespeito onde alunos agridem verbal e fisicamente professores dentro da sala de aula, que são obrigados a assistir passivamente todo tipo de desmando por falta de apoio do Estado para impedirem tal tipo de situação. 

Você educa o seu filho como? Ensinando o que é certo ou errado e impondo limites ou permitindo que ele faça tudo aquilo que tenha vontade de fazer? A escola tem papel importantíssimo na educação dos nossos jovens e crianças, e ser permissiva, a longo prazo, só traz os prejuízos que temos visto nas ruas que é a falta de princípios, aumento dos índices de violência, da criminalidade, e por aí vai. A mudança tem que começar na base e o pilar de sustentação de qualquer nação desenvolvida é a Educação. 

Os críticos veem nas escolas cívico-militares uma ameaça à liberdade e democracia. Eles apegam-se em hipóteses absurdas para criar uma teoria do medo entre a população. As escolas cívico-militares não envolvem nenhum tipo de doutrina e ideologia, e sim um ensino de qualidade aliado à retomada de valores perdidos que deveriam fazer parte do dia de qualquer brasileiro dentro de casa. 

O projeto do presidente Bolsonaro não fala em militarização das escolas e sim em um modelo de gestão compartilhada onde os militares atuarão na administração escolar e na disciplina de estudantes, enquanto os professores serão responsáveis pela parte pedagógica, que permanece sob o comando da Secretaria da Educação. 

Pesquisa realizada pelo Instituto Exata OP, em Brasília, mostrou que o modelo tinha apoio maciço da população brasiliense. Segundo os números obtidos 84,9% da população aprovam o modelo das escolas cívico-militares, enquanto apenas 11,2% desaprovam e apenas 3,9% não sabiam ou não quiseram responder. Essa pesquisa mostra um recorte que pelo que temos acompanhado e ouvido nas ruas reflete também o pensamento da maioria dos brasileiros. 

A adesão ao projeto será voluntária e deve passar por uma consulta pública junto às comunidades envolvidas. a expectativa do ministro da Educação, Abraham Weintraub, é terminar o mandato com 10% das escolas do país sob gestão cívico-militar. Esse número pode parecer muito pequeno perto de todo o universo da rede pública de ensino no Brasil, mas é um importante começo. E, acima de tudo, prima pela pluralidade, garantindo a opção das escolas convencionais àqueles que não se sentem representados ou atendidos pelo modelo cívico-militar. 

Hoje, segundo o Ministério da Educação (MEC), existem 203 unidades educacionais no País com esse modelo em 23 Estados e no Distrito Federal, que atendem 192 mil alunos. Atualmente, essas escolas cívico-militares existem graças a uma parceria entre Secretaria Estadual de Segurança Pública e Secretaria Estadual de Educação. Com o novo modelo, o governo federal entra com recursos e a previsão é que sejam investidos R$ 1 milhão por escola.

Com o alto nível de qualidade educacional já comprovado, a expectativa é que com a implantação de 216 novas escolas cívico-militares, 54 por ano até 2023, atendendo de 500 a mil estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental ou do ensino médio, o Brasil dê um salto de qualidade na educação e aumente o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas.

John Kennedy certa vez disse: “Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela.” Como gestores públicos é nossa obrigação fazer aquilo que estiver ao nosso alcance pelo desenvolvimento e crescimento da nossa nação, para garantir melhorias para a população. A defesa da implantação desse projeto, cujo modelo é embasado nos valores humanos, morais e éticos, foi uma das nossas bandeiras de campanha e segue tendo todo o meu apoio. 

Defendo todo e qualquer modelo educacional que ensine nossas crianças e jovens a serem cidadãos de boa índole, homens e mulheres justos, corretos, que saibam discernir entre o certo e errado, entre o bem e o mal. Que cresçam sabendo a importância do respeito ao próximo e às diferenças, que presem sempre pela defesa da democracia e que sejam contra a intolerância. Defendo também uma escola de qualidade, onde alunos e professores não sejam vítimas do medo ou de qualquer tipo de violência. Entendo que esse é o verdadeiro caminho para que o Brasil ocupe o lugar de destaque que merece junto às grandes potências, e que a Educação é o melhor caminho para uma sociedade mais igualitária e mais justa.

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