Júnior Bozzella

É bacharel em Direito, empresário, deputado federal (PSL/SP), presidente do diretório estadual do PSL no Estado de São Paulo e vice-presidente Nacional do partido.

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O fim do radicalismo e a vitória da democracia

Eleição de Joe Biden como o 46° presidente dos Estados Unidos da América não representa apenas a vitória de um homem ou um partido

A eleição de Joe Biden como o 46° presidente dos Estados Unidos da América não representa apenas a vitória de um homem ou um partido, mas sim a vitória de uma nação e a vitória da democracia. 

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O trumpismo dividiu o país, assistiu inerte a protestos violentos causados pela política de segregação do presidente Donald Trump, colocou os EUA na liderança do ranking dos países com mais casos de Covid-19 no mundo e também com o maior número de mortos, juntamente com a Índia e o Brasil, freou drasticamente o turismo com protocolos extremamente rígidos para a entrada no país, além de ter criado conflito com as principais organizações mundiais. 

Criando inimigos imaginários Donald Trump conduziu os EUA a uma situação de distanciamento da comunidade internacional ao rejeitar parcerias econômicas multilaterais. Usando o escudo do patriotismo Trump saiu da Parceria Transpacífico (TPP) e ameaçou a continuidade do Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta).

A sua incrível falta de habilidade para a política internacional foi fechando as portas de parceiros econômicos históricos dos EUA. 

A condução dos EUA em meio a crise sanitária causada pela pandemia de Covid-19 que castigou o país aliada a sua postura radical em relação aos negros e imigrantes, fez com que o republicano entrasse para o minúsculo rol dos presidentes não reeleitos dos Estados Unidos. Desde a segunda guerra mundial apenas outros dois nomes conseguiram esse feito: Jimmy Carter e George H.W. Bush. 

A eleição de Joe Biden é a vitória dos direitos humanos, da economia liberal, do meio ambiente, das minorias, do povo americano e da democracia. A votação histórica do candidato democrata mostrou que já não há mais espaço para a onda extremista e radical que tomou conta de diversos países ao redor do globo nos últimos anos. 

Qualquer semelhança não é mera consciência. A “onda” extremista que chegou também à América Latina e ao Brasil começa a se dissipar. Entramos na era da união e das propostas e saímos da hipnose das fake news. O povo agora clama por transparência e projetos. A psicose da luta contra inimigos ocultos, fórmula que elegeu Donald Trump e tantos outros mundo a fora, caiu por terra. 

Não bastasse tudo isso, a absoluta negação de Trump a toda e qualquer instituição científica condenou centenas de milhares de americanos à morte.  O presidente das bravatas que foi eleito pelo WhatsApp e governou pelo twitter foi vítima de seu próprio egocentrismo. 

Em contrapartida o povo norte-americano deu um exemplo de cidadania votando maciçamente pela mudança. O tempo da insanidade acabou. A população mostrou que o próximo líder da nação precisaria de mais do que uma rede social, um discurso populista inflamado e meia dúzia de ideias mirabolantes. 

Estamos há meses assistindo a cenário semelhante no Brasil. A cortina de fumaça vai se dissipando e mostrando a verdadeira face de um governo fake e vazio. A derrota de Trump acendeu o alerta e deixou no ar a dúvida sobre qual será o desfecho que veremos em 2022 em território nacional.

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