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Quinta-feira

18 de Julho de 2019

Júnior Bozzella

É bacharel em Direito, empresário, deputado federal (PSL/SP) e membro do diretório nacional do partido. Foi superintendente da Funasa no Estado de São Paulo, vereador na cidade de São Vicente (SP), além de suplente de deputado estadual e candidato a prefeito no município.

Julho amarelo: Um sinal de alerta para as hepatites virais

O grande desafio é a falta de conhecimento; muitas pessoas não sabem que estão infectadas e, além de não realizarem o devido tratamento acabam disseminando a doença

Em 2010, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, que é comemorado no próximo 28. No Brasil, a lei que institui o Julho Amarelo (13.802/19), a ser realizado a cada ano em todo o território nacional, só foi sancionada pelo governo federal em janeiro deste ano. A sanção da data pelo presidente Jair Bolsonaro veio para dar o devido destaque ao sinal de alerta que os números acerca das hepatites virais vêm emitindo a cada ano.

O Ministério da Saúde estima que existam quase 2 milhões de brasileiros portadores de hepatites virais, sendo 1,7 milhões portadores do vírus da hepatite C e 756 mil portadores do vírus da hepatite B. Só em 2017 o Brasil registrou 40.198 novos casos de hepatites virais.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde 1,7 milhão de mortes no mundo foram provocadas por complicações das diferentes hepatites, a maioria causada por cirrose ou câncer de fígado oriundos da doença.

O grande desafio no que se refere às hepatites virais é a falta de conhecimento, uma vez que a doença não possui sintomas, muitas pessoas não sabem que estão infectadas e, além de não realizarem o devido tratamento acabam disseminando a doença. Por isso recomenda-se a realização do teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida, com o objetivo de diagnosticar e tratar o mais precocemente.

As hepatites virais (especialmente A,B e C) podem ser transmitidas pela água e alimentos contaminados, de uma pessoa para outra por via sexual, por meio de fluidos corporais (compartilhar o mesmo barbeador, manicure, usuários de drogas etc) e verticalmente, ou seja, da mãe para os filhos, por isso a contaminação é bastante comum e a disseminação muito fácil e rápida.

Não existe tratamento para a forma aguda da hepatite, apenas para os sintomas como náuseas e vômitos que as vezes acometem os portadores da doença. Uma das principais indicações para quem adquiriu a doença é o repouso, pela própria condição do paciente, que com o passar do tempo pode ir ficando bastante debilitado.

Como vemos, a questão é séria e exige que o poder público de a devida atenção ao assunto. Por isso, logo nos primeiros 100 dias de mandato apresentamos um requerimento na Câmara dos Deputados para a criação da Frente Parlamentar Mista de combate as Hepatites Virais. O requerimento foi atendido e na próxima quarta-feira (10), as 9h, será o lançamento oficial da Frente, que tem como objetivo discutir ações para conscientizar a população sobre a prevenção e combate às hepatites, além de buscar medidas para auxiliar os pacientes na luta contra a doença

Mesmo antes de ser oficializada, como presidente da Frente Parlamentar mista das Hepatites Virais, já alcançamos importantes conquistas junto ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele acatou o nosso pedido para desburocratizar o acesso a medicamentos para o tratamento de portadores das hepatites C e B. O Ministério confirmou a alteração do componente especializado (de complexo acesso) para o componente estratégico (que é mais direto, simples e de gestão local), o que barateará o custo e facilitará o fornecimento dos remédios.

Como presidente da Frente Parlamentar Mista das Hepatites Virais também consegui a liberação para que a Câmara dos Deputados, durante o mês de julho, fique iluminada de amarelo. Com a iniciativa, chamamos a atenção para a importância do combate as hepatites virais. O melhor remédio para as hepatites ainda é a prevenção, por isso a importância de previnir e conscientizar a população.

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