Júnior Bozzella

É bacharel em Direito, empresário, deputado federal (PSL/SP), presidente do diretório estadual do PSL no Estado de São Paulo e vice-presidente Nacional do partido.

Acesse todos os textos anteriores deste colunista

A guerra política da imunização em massa no Brasil

Somos um dos países mais afetados pela doença no mundo

Vivemos hoje no Brasil uma ilógica guerra política envolvendo a vacina contra a Covid-19. Somos um dos países mais afetados pela doença no mundo, somando mais de 5 milhões de casos confirmados e quase 160 mil mortos. Em um canário como esse a pergunta não é de onde virá a vacina, mas se ela é segura e estará disponível para toda a população. 

Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

Tratando-se de assunto com essa gravidade não há espaço para discussões ideológicas, nada que fuja ao embasamento científico merece ser levado em conta. As consequências dessas picuinhas políticas, como apontam os especialista em saúde, podem ser extremamente prejudiciais à nossa população, comprometendo, inclusive, o fim da pandemia no Brasil. A tão discutida imunidade de grupo só acontece se a maioria das pessoas estiver vacinada.  Não adianta os governos esperaren conscientizar uma maioria suficiente da população sobre a importância da vacinação sem um discurso uníssono.

Estamos falando de centenas de milhares de vidas sendo perdidas e uma chance real de minimizar essas perdas. O povo tem o direito de decidir se quer ou não ser imunizado, mas para que exista essa escolha cabe ao governo oferecer as doses à população. 

Já foi amplamente divulgado que o composto da vacina de Oxford também tem origem na China. Qualquer discussão nesse sentido é pura ignorância. No caso do imunizante que está sendo desenvolvido pela chinesa Sinovac, ele será produzido no Brasil pelo Instituto Butantan em SP por uma equipe de cientistas brasileiros. 

Na última semana o presidente Jair Bolsonaro se posicionou veementemente contra a “vacina chinesa do Doria”. Esse não é momento de guerra politica e menos ainda de palanque eleitoral. É hora de união porque estamos falando da vidas de milhares de brasileiros que podem sim ser salvas.

É imprescindível que a vacinação contra a Covid-19 seja incluída no PNI (Programa Nacional de Imunizações) e para isso dependemos do governo federal. Essa disputa descabida em torno das vacinas pode acabar desorganizando a estratégia de vacinação no SUS, centrada em planos nacionais, com iniciativas estaduais e municipais restritas a surtos ou ações pontuais.

É irresponsável criar um discurso de insegurança acerca de uma vacina a partir do momento que ela for aprovada pela Anvisa. O critério deverá sempre ser científico e a população ter o poder de escolha, baseado em informações sérias e verdadeiras, sobre a realidade da vacina e possibilidade de imunização em massa no Brasil. 

Em meio ao século XXI condenar uma população de mais de cerca de 210 milhões de pessoas a própria sorte uma vez existindo uma vacina para garantir a imunização em massa de uma doença letal não é só cruel, é desumano.

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.