EDIÇÃO DIGITAL

Sexta-feira

19 de Abril de 2019

Ivan Ricardo Garisio Sartori

Foi desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Onde quero viver

Amo Santos e daqui não saio; aliás, sou cidadão santista, com título e tudo

Quando fui promovido de juiz de 1ª Instância para substituto de desembargador, em abril de 1994, vi a possibilidade de me mudar de São Paulo, onde nasci, para Santos. Era possível, finalmente, trabalhar “home office”, livre que ficava das audiências, para me dedicar aos incontáveis processos submetidos a recurso. Santos era a cidade que mais me atraía. Seus jardins, a longa praia, as ruas mais tranquilas, a acolhida humana e o convívio então com alguns santistas tornavam o lugar especial. Daí em diante, reformulei completamente minha vida. Desde a rua Carlos Gomes até a Ponta da Praia, onde hoje resido desde 1999, alegria é o que não faltou. Os amigos foram se multiplicando e, aqui conhecendo minha atual mulher, veio minha filhinha, santista da gema. Que jornada aprazível. Amo Santos e daqui não saio. Aliás, sou cidadão santista, com título e tudo.

Nessa condição e aqui morando por 25 anos, sempre voltei meus olhos para a cidade e respectivas administrações, augurando a valorização do lugar que escolhi para viver e de sua gente. Alguns administradores muito bons, outros nem tanto. Sei do desafio de administrar uma cidade como Santos, principalmente diante das dificuldades por que passam os mais carentes e dos anseios dos munícipes, como eu: palafitas, enchentes (inclusive, porque parte do solo noroeste chega a ficar abaixo do nível do mar), saúde, educação, segurança, zeladoria das áreas e prédios públicos, a relação com o porto, enfim, um sem numero de adversidades a serem arrostadas diariamente. Mas, nós santistas, como me considero, não desistimos. Somos fortes e operosos. O empreendedorismo e a força de trabalho movem a cidade rumo ao futuro.

Vamos em frente, juntos, com vistas, inclusive, ao protagonismo da cidade na região e a integração político-administrativa dos municípios da baixada, tendo em vista os diversos problemas em comum. Nesse aspecto, aliás, apostamos na reformulação da Agem – Agencia Metropolitana da Baixada Santista e na boa relação com os governos estadual e federal.

Afinal, aqui vivemos e aqui queremos viver.

Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.