[[legacy_image_278716]] Nesta última terça-feira, dia 27 de junho, pioneiros do surfe em Santos se reuniram no Bistrô Calixto, na Pinacoteca Benedito Calixto, para recordar histórias e reviver memórias. Entre os presentes estavam Tuko, surfista e filho do renomado treinador e nadador Adalberto Mariani, Katia Grubba, a primeira surfista campeã santista, Betinho Medeiros e Marcelo Guimarães, o Pardal. O encontro foi organizado por Diniz Iozzi, o Pardhal, idealizador do Tubo do Tempo. O nome, inspirado na mais nobre das manobras, traduz a essência do encontro ao tratar da imersão no campo da memória do surfe. E o espaço não poderia ser mais apropriado: o último casarão à frente da praia de Santos. A Pinacoteca, hoje presidida por Roberto Clemente Santini, tem Divanir Tucci como vice-presidente e Cristina Guedes como presidente da Associação dos Amigos da Pinacoteca. A ideia nasceu quando o artigo sobre Eduardo Nogueira, um dos organizadores do Primeiro Campeonato de Surf do Estado de São Paulo, em 1967, foi publicado nesta coluna. Naquela semana, Miguel Sealy, outro surfista contemporâneo do Canal 3 e um dos fundadores do Big Kahuna Surf Club, reviveu sua própria história, depois de mais de 50 anos, ao reencontrar o amigo no Bistrô, na primeira reunião promovida por Iozzi. No segundo Tubo do Tempo, a pioneira surfista paulistana Gessia Falkenberg abrilhantou uma noite de conversas e lembranças com outras competidoras do surfe, entre elas sua irmã Vera, a Biuta. As duas eram filhas de Hugo Einar Georg Egon Falkenberg, proprietário de uma casa em frente à praia das Astúrias, desde 1958. O último Tubo do Tempo relembrou o Torneio de Surf do Caiçara, o primeiro realizado nas águas de Santos, no Canal 3, em 1968. Organizado pelo Caiçara Clube de Santos, o evento reuniu participantes em quatro categorias – infantil, júnior, sênior e feminino - e ficou marcado como a última competição com os pranchões, já que naquela época o surfe vivia a transição para as mini models. O clube premiou os surfistas com uma carteirinha de associados à Equipe de Surfistas do Caiçara, uma iniciativa importante para a construção da imagem do surfista, ainda estigmatizada. O torneio reuniu um número de surfistas recorde (74), jamais repetido na praia do Canal 3. Com a iniciativa, os encontros nostálgicos carregados de sentimentos se transformaram num veículo regular de produção de conteúdo e divulgação da cultura de praia santista. A cidade, berço do surfe no País, faz história mais uma vez. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal