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Segunda-feira

13 de Julho de 2020

Eduardo Silva

É Diretor de Jornalismo da TV Tribuna. Além de dirigir a afiliada da Rede Globo na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, é comentarista esportivo da TRI FM.

Pelé 70 e 80

Reprise dos jogos da Copa do México me fizeram voltar no tempo

Meus amigos, com todos os campeonatos parados em todo o mundo, as emissoras especializadas em esportes estão recorrendo a jogos históricos e eu aproveito para ver todos possíveis. Do Brasil e do exterior. Mas os últimos dias foram especiais para quem ama o futebol por causa dos ídolos de 70.

A reprise dos jogos da Copa do México me fizeram voltar no tempo. No tempo da TV em branco e preto, dos chuviscos, que insistiam em atrapalhar a imagem e de muita gente na sala. Que saudade. Foi nessa época que eu vi o Pelé, pela primeira vez. E como ele era bom. Como era forte. Inteligente. Malandro. Pelé era completo. E, claro que ele não jogava sozinho, porque ao lado dele, estavam outros 4 camisas 10. Isso mesmo. Jairizinho era o 10 do Botafogo. Gérson do São Paulo. Tostão do Cruzeiro e Rivellino do Corinthians.

Aquela Seleção era tão boa que seu deu ao luxo de deixar Edu, o gênio da ponta-esquerda, no banco de reservas. Posso afirmar que Edu era digno da 10 entre os camisas 11. Voltando ao Rei Pelé ele era tão bom que brilhou entre gênios. Pelé fez 4 gols nessa Copa. Também foi o campeão de assistências. E no México, com toda a sua experiência, criou lances tão espetaculares que até hoje são mais lembrados do que muitos gols de outras seleções.

A cabeçada que provocou a defesa espetacular do inglês Gordon Banks, o drible de corpo no goleiro uruguaio Mazurkiweicz e o quase gol do meio de campo contra o goleiro Viktor, da antiga Tchecoslováquia, são impressionantes. Pelé foi tão maravilhoso que a camisa 10 virou sinônimo de sucesso. O tempo passou e minha profissão me deu um presente: conhecer e entrevistar várias vezes o Rei do Futebol. Era demais, porque Pelé o maior craque de todos os tempos, também era o Rei da paciência com jornalistas de todo o mundo. De todas as idades. De qualquer veículo de comunicação.

Só posso agradecer esse privilégio de conversar com ele tantas vezes. No escritório. Na casa. No CT, que leva o nome dele, e na Vila Belmiro. Sempre com a ajuda do amigão Pepito Fornos, um dos caras mais simpáticos e atenciosos que já conheci. Ah, uma vez o entrevistei o Pelé na balsa, durante o trajeto entre Santos e Guarujá. E ele saiu do carro para gravar. Haja paciência. Pelé está chegando aos 80 e comemorando o título de 70 só relembrando todos esses lindos momentos na casa de Guarujá.

E aqui da redação eu só posso agradecer ao meu maior ídolo. O cara que mudou a história, que me fez amar esse esporte, que transformou o futebol em arte. Obrigado, Pelé. Só posso te desejar muita saúde para podermos te aplaudir sempre. É o único jeito que eu tenho para retribuir. Por tanto que você fez no futebol. E por tanta atenção que você deu para aquele jovem repórter que tanto tremia ao chegar perto de você. Muito obrigado mesmo.

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