Editorial A Tribuna

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Uma guerra coletiva, uma batalha individual

Índice de aumento dos casos de covid-19 na Baixada Santista foi reduzido, mas a sociedade não pode relaxar

O ritmo de crescimento na quantidade de casos da Covid-19 nos municípios da Baixada Santista apresentou uma redução de quase 12 pontos percentuais no mês passado. Enquanto, na primeira quinzena de julho, o total de infectados nas nove cidades da região passou de 1.251 para 1.685 por 100 mil habitantes, uma alta de 34,7%, nos últimos quinze dias do mês, a quantidade chegou a 2.070, um aumento de 22,8%.

A desaceleração não deixa de ser uma notícia positiva. E deve ser comemorada em seu contexto. Mas não é motivo para a sociedade se iludir e fraquejar nas medidas para se proteger do novo coronavírus. A pandemia continua no mundo, no Brasil, no Estado e na Baixada Santista. E a comunidade não pode deixar de se cuidar, ignorando orientações das autoridades sanitárias.

Nas últimas semanas, têm sido comuns as cenas de pessoas se aglomerando em praias e estabelecimentos comerciais da Baixada Santista. Orientações como distanciamento social são irresponsavelmente ignorados. E a obrigatoriedade do uso de máscara como medida de proteção para quem a está utilizando e a terceiros, tratada como uma regra a ser esquecida. Algumas imagens do movimento de banhistas nas praias da Baixada Santista podem até dar a impressão de que não estamos vivendo a maior crise sanitária dos últimos 100 anos.

No último sábado, aglomerações voltaram a ser verificadas na orla da praia de São Vicente, tanto na faixa de areia como na área dos quiosques. E isso após o prefeito Pedro Gouvêa ter prometido implantar uma fiscalização mais rigorosa para coibir essa prática.

Infelizmente, esse tipo de comportamento irresponsável não se limita a São Vicente ou às demais cidades da Baixada Santista, se alastrando por várias regiões do País.

O isolamento social não é agradável, especialmente em uma sociedade como a brasileira, que tanto valoriza a interação comunitária. Mas, enquanto não se tem oficialmente uma vacina contra o novo coronavírus – o que só deve ocorrer, segundo a Organização Mundial da Saúde, entre o final do ano e o início do próximo –, a necessidade de se evitar aglomerações e buscar permanecer nas próprias residências ainda é a melhor receita contra a Covid-19, segundo especialistas.

Neste momento, cabem às autoridades municipais manter seus esforços e fiscalizar os espaços públicos, de modo a coibir tais práticas. E cada cidadão deve assumir um comportamento mais responsável, se protegendo do novo coronavírus e, por consequência protegendo seus colegas de trabalho, parentes, amigos e familiares.

Esta é uma batalha que será vencida coletivamente. O esforço depende de todos. Mas tal luta começa de modo individual, com cada um assumindo seu papel como membro de uma comunidade, respeitando as regras de isolamento social e adotando as medidas propostas pelas autoridades sanitárias para evitar as contaminações. 

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