Editorial A Tribuna

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Investimentos para o Porto

Uma gestão privada e sem as amarras da política deve acelerar a tomada de decisões – em linha com os portos mundiais

A expectativa da Autoridade Portuária de Santos (APS) de atrair R$ 6,4 bilhões em investimentos nos próximos anos é animadora pelo impacto importantíssimo que terá na economia da Baixada Santista. Os recursos, relacionados no balanço anual da estatal administradora do Porto, estão associados a arrendamentos e melhorias nos acessos ao cais santista, além de projetos próprios de alguns terminais. O resultado esperado é de manutenção das instalações portuárias, de implantação de novas tecnologias e da redução de custos de operação para manter o complexo competitivo frente os demais portos do País e também do mundo. 

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Entre os destaques para o próximo ano, no segundo semestre devem ser realizados dois leilões para terminais de granéis líquidos na Alemoa que, somados, receberão R$ 1,056 bilhão em investimentos. Esses arrendamentos ainda dependem da aprovação do Terminal de Contas da União (TCU). Por isso, espera-se que a Autoridade Portuária seja rigorosa e rápida com a documentação exigida pelo órgão para evitar questionamentos e atrasos. A estatal também prevê um novo terminal de contêineres no Saboó e outro do segmento retroportuário. Ainda ocorrerão leilões de instalações de granel sólido mineral e para vegetais. 

Os investimentos privados, por parte dos terminais concedidos, também vão colaborar para manter aquecida a carteira de projetos do Porto. É o caso da Santos Brasil, que vai ampliar a extensão do cais do Tecon Santos e do TEV, entre outras obras, que no total movimentarão R$ 420 milhões. Já o Terminal XXXIX, dos grupos Caramuru e Rumo, fará um aporte de R$ 89 milhões para a aquisição de novo equipamento para o embarque de grãos. 

Por último, há importantes melhorias previstas para os acessos ao Porto, com obras na Avenida Perimetral e construção de viaduto na entrada de Santos. 

A programação de investimentos, além de expandir a produtividade do complexo portuário, também gera negócios para a Baixada Santista pela contratação de prestadores de serviços e de mão de obra, principalmente na fase de execução dos projetos. A região almeja se tornar uma economia importante da cadeia de petróleo e gás, melhorar as perspectivas do Polo Industrial de Cubatão ou, quem sabe, ampliar o valor agregado do turismo, mas o setor portuário continua como principal atividade catalisadora de investimentos. É verdade que sua capacidade de geração de empregos é cada vez menor, mas como reflexo da modernização tecnológica. Por outro lado, os novos tempos possibilitam a oferta de ocupações melhores remuneradas para futuras gerações. 

Esse contexto de atração de recursos para o Porto de Santos precisa ser observado dentro da expectativa de privatização. Uma gestão privada e sem as amarras da política deve acelerar a tomada de decisões – em linha com o mercado portuário mundial. 

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