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Sexta-feira

28 de Fevereiro de 2020

Editorial A Tribuna

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Habilidades profissionais

As empresas estão em busca de profissionais aptos a pensar de modo profundo, que leiam muito sobre assuntos variados e não evitem discussões, condições para o desenvolvimento da criatividade no ambiente de trabalho

Diante dos grandes avanços tecnológicos que vêm acontecendo nos últimos anos, o mercado de trabalho se transforma, com novas demandas e exigências profissionais. Um dos segmentos que mais sofre é o das pessoas mais velhas que, de acordo com as novas regras para aposentadoria no País, devem permanecer mais tempo em suas atividades e profissões.

Na medida em que a população vive cada vez mais, a tendência é que o período produtivo das pessoas aumente. Os mais velhos, entretanto, são afastados: além do preconceito da idade, são eles que mais dificuldades enfrentam diante das modernas tecnologias no trabalho e da necessidade de adaptação contínua a novas realidades profissionais.

Gestores de recursos humanos aconselham várias ações para superar esses problemas: todos devem estar abertos a novidades, uma vez que o mercado quer pessoas com facilidade de adaptação; que se busque sempre reciclagem e capacitação, não descartando mudanças de área de trabalho; além de investigar novas aptidões e talentos não percebidos.

Especialistas alertam que a adaptabilidade será a habilidade mais relevante nos anos 2020. Não basta a formação sólida em determinada área: ela poderá se tornar obsoleta em pouco tempo diante da realidade de transformações rápidas e intensas. Muito mais do que conhecer a fundo determinada especialidade, será valorizada a mentalidade de crescimento pessoal e empreendedorismo, que implica em abertura para novos desafios e oportunidades.

A criatividade, que significa ser capaz de resolver novos problemas em situações inéditas, é a qualidade mais requisitada no mercado de trabalho. As empresas buscam ainda pessoas que possam trabalhar com tecnologia e possam fazer o melhor uso de seus dotes criativos, mesmo que seja ao lado de “cobots”, que são robôs colaborativos que realizam tarefas junto com seres humanos.

As empresas estão em busca de profissionais aptos a pensar de modo profundo, que leiam muito sobre assuntos variados e não evitem discussões, condições para o desenvolvimento da criatividade no ambiente de trabalho. Aqueles que tiverem experiência e capacidade para desenvolver habilidades interpessoais – e que sejam flexíveis e compreensivos – serão mais requisitados e valorizados em ambiente de grande competição.

Trabalhar em rede, direta e indiretamente, é outra consequência dos novos arranjos. O destaque virá de parcerias e colaborações, e de boas conexões com segmentos e setores que pesquisam e avançam continuamente.

Isso não significa a piora das condições de trabalho. Mas há outra realidade, que exige nova abordagem das pessoas e das universidades que formam profissionais para o mercado. Ninguém conseguirá viver, em poucos anos, sem mergulhar fundo na tecnologia avançada, e o mundo do trabalho irá refletir a nova condição.

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