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Segunda-feira

24 de Fevereiro de 2020

Editorial A Tribuna

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Demanda por imóvel

Expectativa do mercado imobiliário em 2020 é muito positiva

A expectativa do mercado imobiliário para 2020 é muito positiva. Diante da retomada da economia, associada à queda significativa das taxas de juros de financiamentos, o setor espera aumentar as vendas. Na Baixada Santista, o Secovi, o Sindicato da Habitação, prevê aumento entre 15% e 20%; na Capital espera-se um aquecimento ainda maior, em torno de 25%.

Há maior confiança dos empresários para realizar novos lançamentos, e os compradores, com estabilidade em seus empregos e beneficiados por juros menores nas prestações, demonstram interesse em realizar aquisições de imóveis residenciais.

Os fundos imobiliários, grupos de investidores com o objetivo de aplicar recursos em diversos empreendimentos do setor, como edifícios comerciais, shopping centers e hospitais, têm atraído grande atenção. Eles permitem que os investidores consigam retorno financeiro pela exploração de locações, arrendamentos, vendas de imóveis e demais atividades do setor, e estão alavancando as atividades imobiliárias em geral.

Na Baixada Santista, caiu o estoque de imóveis não comercializados, abrindo espaço para novas construções. A recomendação é que os interessados movimentem-se, uma vez que a perspectiva, com o aquecimento do mercado, é de alta nos preços. Pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo grupo Zap já mostrou crescimento expressivo de potenciais compradores de imóveis entre o segundo e o terceiro trimestre de 2019.

O estudo revelou que o percentual daqueles que declararam interesse em adquirir imóveis nos próximos meses aumentou de 26% para 39%. Ainda havia a expectativa que os preços se manteriam estáveis no período de um ano (opinião de 33% dos entrevistados), mas quase o mesmo número (30%) já admitia sua elevação. 

Em 2019, os preços dos imóveis residenciais se mantiveram estáveis. Segundo o Índice FipeZap, eles não variaram praticamente ao longo do ano e, considerando a inflação prevista de 4,13%, houve queda real de 3,97% nos preços. Os valores de locação dos imóveis residenciais, porém, reagiram com a melhora da economia, e nos 12 meses encerrados em novembro, o aluguel médio subiu 5,03%, mais do que a inflação no período (3,27%).

Especialistas consideram que 2020 será um bom ano para comprar imóveis para morar, mesmo levando em conta que os preços irão subir. Essa elevação será, contudo, sem disparada, permitindo aos interessados que busquem bons negócios, sem atropelo para realizar as aquisições.

O movimento deve prosseguir. Em 2019, já houve a retomada de financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança, que atingiram R$ 76,1 bilhões em 12 meses encerrados em novembro, alta de 38,3% em relação ao apurado no período correspondente anterior, e 2020 deve registrar números ainda maiores.

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