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Terça-feira

22 de Outubro de 2019

Editorial A Tribuna

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Crescimento do PSL

Apesar de algumas divergências pontuais, o partido tem se mantido alinhado com o presidente Jair Bolsonaro

O Partido Social Liberal (PSL) era, até as eleições de 2018, um pequeno partido. Fundado em 1994, e tendo obtido seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quatro anos depois, sua ideologia original era o social-liberalismo, defendendo menor participação do Estado na economia, mas com o direcionamento total dos recursos arrecadados pelo Estado para a saúde, educação e segurança. Durante vinte anos sua participação e presença na vida política nacional foram praticamente irrelevantes, elegendo apenas um deputado federal em 1998, 2002, 2010 e 2014, e nenhum nas eleições de 2006. Não conseguiu, ao longo desse período, eleger senadores. 

O ingresso do atual presidente Jair Bolsonaro na legenda em 2018 mudou radicalmente a situação. A ascensão de sua candidatura, que culminou na vitória nas eleições presidenciais, arrastou uma série de nomes ao Congresso, e o PSL elegeu a segunda maior bancada na Câmara (52 deputados), além de quatro senadores. A entrada de Bolsonaro no partido e a campanha desenvolvida em torno dele fizeram com que o PSL, sem deixar sua pregação liberal na economia, assumisse um perfil mais conservador nos costumes.

Apesar de algumas divergências pontuais - a mais expressiva representada pelo deputado Alexandre Frota, expulso da legenda -, o PSL tem se mantido alinhado com o presidente Jair Bolsonaro. É visível, porém, que o partido busca afirmar-se com maior identidade e clareza, e com isso, assumir papel de protagonismo da política brasileira, sem depender exclusivamente do presidente.

Nesse sentido, merece atenção campanha iniciada que visa atingir a marca de um milhão de filiados até 2020 (atualmente, o PSL tem 271 mil filiados, segundo o TSE), representando expressivo crescimento. Mais do que o avanço numérico, entretanto, vale ressaltar que o partido terá um programa de compliance, representando um conjunto de normas para a conduta ética de seus membros.

Fica evidente que o PSL busca tornar-se a grande legenda de direita no País, reunindo apoio e militância daqueles que defendem essa ideologia. Para tal, anuncia que terá sistema de controle para evitar que pessoas que pessoas ligadas a siglas de esquerda sejam candidatas ou integram diretórios regionais do partido, embora assegurando espaço para filiados que, de fato, mudaram de ideologia.

As eleições municipais de 2020 se aproximam, e a sigla preocupa-se em selecionar candidatos expressivos aos cargos de prefeito e vereador. Na região, vários nomes começam a ser lançados como possíveis candidatos pela legenda, e busca-se aqui fazer com o PSL cresça na preferência dos eleitores.

Espera-se que isso não seja apenas uma estratégia para o próximo pleito: o Brasil precisa de partidos fortes e consequentes ideologicamente, e o PSL pode representar a alternativa à direita no País.

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