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Domingo

20 de Outubro de 2019

Editorial A Tribuna

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Avanço tecnológico

Leilão de 5G que estava previsto para março de 2020 não mais acontecerá, e a Anatel indica que há indefinições sobre a convivência do novo serviço com o sinal de TV aberta

A velocidade das transformações no mundo da tecnologia é assombrosa. No campo das telecomunicações, a evolução é contínua e se atingiu, em pouco tempo, o nível 5G, que começa a ser implantado em todo o mundo. As operadoras afirmam que a tecnologia 5G vai oferecer um serviço mais rápido e confiável para todas as demandas, desde a transmissão de vídeos até experiências de realidade virtual avançada. Os governos, por sua vez, veem esse movimento de avanço nas redes sem fio como parte essencial para abrir caminho para um mundo de cidades inteligentes, carros autônomos e fábricas automatizadas.

Vinte anos após os leilões do espectro 3G, que arrecadaram valores recordes, surge um novo cenário para as frequências. Há uma corrida entre países como China, Coreia do Sul, Estados Unidos e Grã-Bretanha para ser o primeiro a lançar as redes 5G, indicando clara disputa sobre quem vai dominar a próxima geração de telefonia móvel e ficar com a maioria dos benefícios econômicos. 

A China tem tido atitude agressiva: optou por ceder, em vez de vender, as licenças de frequência às operadoras telefônicas, mas leilões na Itália e Alemanha arrecadaram somas enormes. As operadoras estão com um dilema: se pagarem muito podem ter dificuldades para lançar a tecnologia; se pagarem pouco, podem perder acesso às redes 5G, e assim clientes, pondo em risco seus atuais negócios.

No Brasil, o processo está atrasado. O leilão de 5G que estava previsto para março de 2020 não mais acontecerá, e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indica que há indefinições sobre a convivência do novo serviço com o sinal de TV aberta transmitido pelas antenas parabólicas, usadas principalmente na zona rural para assistir a canais de TV aberta. Mas o presidente do órgão, Leonardo Euler de Morais, afirmou que qualquer atraso é muito ruim para o setor e para os segmentos da sociedade, e da economia que vão se beneficiar com a chegada desse novo padrão tecnológico.

Não se deve deter o avanço. Os problemas devem ser contornados, e encontradas as soluções que permitam que o 5G chegue ao País, rapidamente. Não é razoável temer o futuro: o rádio resistiu à chegada da televisão, e o cinema igualmente não desapareceu. Hoje, a TV por assinatura enfrenta dificuldades, com perda de clientes, enquanto as novas plataformas on-line crescem na mesma proporção. Após ter chegado a 19,5 milhões de assinantes em 2014, esse número reduziu-se a 16,7 milhões. Isto não significa, porém, sua extinção, mas é certo que haverá transformações, fruto da natural evolução tecnológica. 
As redes 5G irão surgir e crescer, embora especialistas apontem que há longo caminho pela frente, para que elas se tornem um serviço de uso generalizado. Há, porém, uma certeza: novas tecnologias continuarão sendo desenvolvidas. 

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