Cida Coelho

É fonoaudióloga formada pela PUCSP, especialista em Voz com larga experiência na preparação de repórteres e apresentadores de televisão. Atua como consultora em Comunicação Humana ministrando palestras e treinamentos individuais para profissionais liberais, empresários, políticos, atletas profissionais, executivos e equipes de liderança. É palestrante de Media Training para porta-vozes de empresas e atua como consultora da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo em Santos, desde 1995. Acumulando os títulos de mestre e doutora, Cida também foi professora universitária durante 25 anos.

Acesse todos os textos anteriores deste colunista

Poker face: Como controlar as microexpressões faciais

A interpretação de uma expressão facial pode nos conduzir a uma conclusão acertada

Demonstrar emoções pela face nos deixa vulneráveis, já que expõe publicamente algo que gostaríamos de ocultar. A expressão das emoções pode nos salvar de uma situação de perigo, mas pode nos  prejudicar também.  A interpretação de uma expressão facial, por exemplo,  pode nos conduzir a uma conclusão acertada, mas a conclusão equivocada de uma emoção pode nos levar a um arrependimento, também. Por isso, entender como ocorrem as microexpressões faciais tem sido objeto de estudos de vários grupos de pesquisadores pelo mundo.

Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

Um dos pioneiros, Paul Ekman, autor de “A linguagem das emoções, tem se dedicado ao estudo das micro expressões faciais há décadas. Entender melhor as pessoas com as quais convivemos,  nos leva a tomar decisões melhores na nossa comunicação. 

Tenho me dedicado ao estudo da comunicação e levantado a bandeira da importância da expressão genuína das nossas emoções. O nosso engajamento com alguns temas, seja por convicção religiosa ou por paixão profissional, precisa aparecer no brilho dos nossos olhos, no ritmo da nossa fala e em toda a gama que envolve a expressividade da comunicação. Por isso, pensar em ocultar emoções sempre me parece um paradoxo, num primeiro momento. Mas, entendo que em alguns momentos é importante privacidade em relação ao que sentimos diante de uma determinada situação. Pouco importa as razões dessa necessidade, mas acho que temos esse direito. 

Então o primeiro passo para controlar as microexpressões faciais é entender como elas ocorrem. Microexpressões são movimentos, ou fragmentos de movimentos, muito rápidos, mas reveladores de uma emoção que não gostaríamos de demonstrar. Elas podem acontecer em cada um dos músculos faciais. O segundo passo, é entender que para ativarmos um  desses músculos deverá haver um leve movimento de contração .  E para reconhecer essa contração, precisamos diferencia-la  da posição oposta,  (neutra) do músculo.

A partir daí, recomendo praticar, voluntariamente, a contração e o relaxamento de cada um dos músculos da testa, ao redor dos olhos e ao redor dos lábios. Aperte, segure, sinta a contração, depois solte e sinta o retorno à postura neutra.  Repita diariamente essa prática, ate perceber que conhece e domina os seus principais músculos faciais envolvidos nas expressões de emoções. 

Finalmente, diante de situações importantes, lembre-se de manter a posição neutra, ou o relaxamento dos músculos na maior parte do tempo. Assim, você dará menos pistas do que está sentindo. E, se a situação puder ser antecipada, prepare-se para os piores cenários e antecipe suas reações. Assim, você poderá aumentar ainda mais o seu controle.

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.