Cida Coelho

É fonoaudióloga formada pela PUCSP, especialista em Voz com larga experiência na preparação de repórteres e apresentadores de televisão. Atua como consultora em Comunicação Humana ministrando palestras e treinamentos individuais para profissionais liberais, empresários, políticos, atletas profissionais, executivos e equipes de liderança. É palestrante de Media Training para porta-vozes de empresas e atua como consultora da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo em Santos, desde 1995. Acumulando os títulos de mestre e doutora, Cida também foi professora universitária durante 25 anos.

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O que fazer depois que construímos pontes de comunicação?

Como demonstrar confiabilidade, sem perder a leveza das pontes?

Você constrói muros ou pontes quando fala?

Quando conseguimos obter um bom fluxo de conversação, com elementos de empatia, tolerância e confiabilidade, dizemos que conseguimos estabelecer pontes. Quando prevalece a intolerância e a desconfiança, fechamos os canais, criando um “muro” na comunicação. 

Quem lida com públicos externos em seu trabalho, sabe da importância de construir pontes, principalmente nos momentos iniciais de uma conversa.  Algumas pessoas tem bastante dificuldade para iniciar uma conversação, dificultando a construção de pontes.  Outras pessoas tem facilidade nesse processo inicial, ou seja, constroem pontes com muita facilidade, mas num segundo momento, não conseguem transmitir o grau de confiabilidade desejável.   Essa segunda situação é o ponto de reflexão de hoje.

Como demonstrar confiabilidade, sem perder a leveza das pontes? Recentemente, conversei com uma pessoa ligada ao setor de vendas, que me descreveu exatamente essa situação:  “Eu não tenho dificuldades em estabelecer pontes...num primeiro momento, consigo criar empatia e uma boa conexão, mas sinto que, depois, não consigo demonstrar a estrutura e robustez da minha empresa”.  Com a evolução da nossa conversa, vimos como ele (assim como muita gente) associa uma postura empática a uma postura fraca ou pouco profissional.  Percebemos que ele temia perder o laço de conexão, e quebrar  o “encanto”, caso assumisse uma postura mais comercial e assertiva.  

Concluímos juntos que pessoas se relacionam com pessoas, que somos dotados de razão e emoção e que ambas não precisam ser excludentes. Precisamos, contudo, estar atentos  e não perder o foco. O fato de estabelecermos um bom laço emocional, não pode nos tirar a capacidade de sermos assertivos. Expressar emoções dentro de um contexto racional é perfeitamente possível e desejável. O mais importante, no entanto,  é manter o foco na tarefa, ser capaz de ouvir com empatia e falar com firmeza e assertividade, o que precisar ser falado naquele momento. 

Portanto, respire fundo e fale com firmeza. Demonstre sua paixão e seu propósito. Assertividade não é uma dádiva. É uma construção social complexa que sempre traz ganhos, tanto pra quem a expressa quanto pra quem a recebe. 

Boa sorte!

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