Cida Coelho

É fonoaudióloga formada pela PUCSP, especialista em Voz com larga experiência na preparação de repórteres e apresentadores de televisão. Atua como consultora em Comunicação Humana ministrando palestras e treinamentos individuais para profissionais liberais, empresários, políticos, atletas profissionais, executivos e equipes de liderança. É palestrante de Media Training para porta-vozes de empresas e atua como consultora da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo em Santos, desde 1995. Acumulando os títulos de mestre e doutora, Cida também foi professora universitária durante 25 anos.

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Comunicar é preciso

Ao assumirmos o comando do uso consciente e estratégico da comunicação, viramos definitivamente a página da historia na qual o silêncio era a melhor solução

O avanço tecnológico que presenciamos não tirou a força e o poder da Comunicação Oral. Pelo contrario, apenas a reforçou. Essa é uma boa noticia para nós que apreciamos a Comunicação Humana e valorizamos o contato interpessoal.

Há muito tempo a Fonoaudiologia vem se dedicando ao tratamento e ao aprimoramento da comunicação verbal. Inicialmente na forma de reabilitação mais pura, posteriormente em trabalhos com prevenção e mais recentemente com Habilitação. Esse último coloca todo o conhecimento técnico relacionado à nossa área a serviço da Expressividade, hoje tão importante para todos que dependem da Comunicação Verbal.

Mas, esse trabalho com Expressividade também teve sua evolução. No inicio, apenas os profissionais que faziam uso da voz como instrumento principal de trabalho eram beneficiados, como os locutores, cantores, atores. Hoje, não há como negar a importância do aprimoramento dessa competência para qualquer profissional no ambiente corporativo. E isso não aconteceu por acaso...

As empresas também mudaram... No inicio do século vinte, a mentalidade empresarial podia ser resumida na seguinte frase: “Pense muito, fale pouco, escreva nada” (John Morgan). Já nos anos 20, a ordem era: “Atenha-se aos negócios, fique fora de encrencas, associe-se aos clubes certos e não converse com repórteres” (Irwing Shapiro). Nos anos 60, prevalece o modelo taylorista, no estilo “eu mando, você obedece”, de acordo com o qual há pouco a ser dito, estilo que perdura na era do regime militar.

Com a abertura política e a globalização, as empresas tiveram que se adaptar para enfrentar a concorrência. Isso exigiu adaptação de todas as esferas corporativas. Nesse contexto a comunicação passa a ser um indicador de desempenho do colaborador e uma arma de gestão da empresa.

Paralelamente, assistimos a um avanço tecnológico sem precedentes na historia o qual, entre outras coisas, trouxe a mídia para mais perto de todos. Hoje é muito fácil para qualquer pessoa ou empresa mostrar-se para o mundo com um vídeo via internet. A ferramenta para isso está na palma da mão.

Seja na empresa, seja num empreendimento próprio, todos temos responsabilidade na construção de uma imagem positiva. E os lideres e porta vozes têm papel ainda mais decisivo na definição de um impacto positivo ou negativo em momentos estratégicos. Assim, ao assumirmos o comando do uso consciente e estratégico da comunicação, viramos definitivamente a pagina da historia na qual o silencio era a melhor solução.

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