Cida Coelho

É fonoaudióloga formada pela PUCSP, especialista em Voz com larga experiência na preparação de repórteres e apresentadores de televisão. Atua como consultora em Comunicação Humana ministrando palestras e treinamentos individuais para profissionais liberais, empresários, políticos, atletas profissionais, executivos e equipes de liderança. É palestrante de Media Training para porta-vozes de empresas e atua como consultora da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo em Santos, desde 1995. Acumulando os títulos de mestre e doutora, Cida também foi professora universitária durante 25 anos.

Como melhorar o seu 'storytelling'

A arte de contar histórias se popularizou, sobretudo no mundo corporativo, onde passou a ter um valor incrível

“Preciso melhorar meu storytelling. Como faço pra envolver meu público?”

Ouço com frequência essa constatação, que invariavelmente vem com um pedido urgente de ajuda. Fico me perguntando quando foi que ganhamos essa nova “palavra” e onde foi que perdemos essa habilidade que nossos ancestrais já cultivavam há séculos. Afinal, concentrar a atenção de todos em torno da fogueira, após um cansativo dia de caçadas não era difícil. Tudo bem que a concorrência era pequena. Os tempos são outros...

Hoje cada minuto de atenção vale muito. As informações nos chegam a todo o momento por diferentes canais: podemos escolher se consumiremos um conteúdo apenas visualmente (leitura) ou audiovisualmente (vídeos) ou apenas auditivamente (podcasts).

Para fazer frente a esse apelo multissensorial, o poder das historias dos nossos antepassados foi rebatizado com o nome “storytelling”. A arte de contar histórias se popularizou, sobretudo no mundo corporativo, onde passou a ter um valor incrível. 

Só que aconteceu uma coisa interessante. Passou-se a considerar que o “storytelling” era privilégio apenas dos “storytellers”, esses sim, dotados de uma qualidade inata, e, portanto, inatingível para a maioria. É como se todos os conteúdos tivessem que ser embalados em algum “Era uma vez...”, o que nem sempre dá certo.

O fato é que, para ser um bom comunicador você não precisa ser um “Storyteller” de carteirinha. Mas podemos aprender muito com a arte de contar historias.  Atrair a atenção, conduzir nosso público num roteiro claro e fazer nosso conteúdo ser lembrado, pode ser uma aventura incrível. Separei três ingredientes (família “S”) que acho bem importantes para te ajudar nessa jornada:  

  1. SIMPLICIDADE: Mostre ao seu interlocutor que estamos saindo do ponto A e indo em direção ao ponto B
  2. SUSPENSE: Não vá direto ao ponto. Envolva seu interlocutor, demonstrando que há algo muito importante em jogo e que vale a pena acompanhar.
  3. SUPERAÇÃO: historias só com sucessos ou só com derrotas, não encantam.  Gostamos de historias em que se intercalam momentos bons, momentos ruins e que são finalizadas, preferencialmente de forma positiva. Historias assim tem mais chances de serem lembradas

Mas lembre-se que, em alguns momentos, é preciso silenciar e apreciar o repertório incrível que temos ao nosso redor. Observe bem e descubra que o seu dia a dia está repleto de historias interessantes para se inspirar. Depois, volte-se para o seu conteúdo, embale-o no método da “família S” e divirta-se contando cada trecho da sua historia!

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