Cida Coelho

É fonoaudióloga formada pela PUCSP, especialista em Voz com larga experiência na preparação de repórteres e apresentadores de televisão. Atua como consultora em Comunicação Humana ministrando palestras e treinamentos individuais para profissionais liberais, empresários, políticos, atletas profissionais, executivos e equipes de liderança. É palestrante de Media Training para porta-vozes de empresas e atua como consultora da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo em Santos, desde 1995. Acumulando os títulos de mestre e doutora, Cida também foi professora universitária durante 25 anos.

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A comunicação mágica de Martin Luther King

Até hoje, toda vez que a gente fala em bons modelos de oratória, o famoso discurso “I have a dream...!” nos vem à mente

Ano passado, fez 50 anos que morreu Martin Luther King.  Ele tinha apenas 39 anos quando foi assassinado.

E, até hoje, toda vez que a gente fala em bons modelos de oratória, o famoso discurso “I have a dream...!” nos vem à mente. Afinal, ele tem todos os ingredientes para um bom discurso: a voz é intensa, a dicção é clara, as pausas são estratégicas, as palavras enfatizadas são coerentes com o tom do seu discurso. Mas, o ingrediente principal, a paixão pelo conteúdo do seu discurso, a gente vê também no brilho dos olhos, na energia do corpo e na face, levemente voltada para cima, como se o fizesse crescer ainda mais... É muito fácil perceber que ele tinha um propósito.

Isso reforça a ideia de que nossas motivações para falar devem ser sempre relembradas por nós. É a clareza dos nossos motivos, ou a nossa paixão, que gera empatia e que conquista a plateia.

É o que nos ensina o Simon Sinek quando traz o conceito do “Círculo dourado”: os comunicadores eficientes mostram primeiro por que eles fazem o que fazem, e só depois dizem como fazem e o que fazem. Dizer o que fazemos e como fazemos, nessa ordem, não conquista ninguém. Quando fazemos isso, utilizamos a parte do cérebro que é responsável pela razão, chamada Neocortex. Aí, as pessoas entendem, mas não “decidem”, ou seja, não geramos comportamentos. Quem toma decisão, quem é responsável por nossos sentimentos e emoções é outra parte do cérebro, chamada Sistema Límbico. É nessa parte que acontece a grande “mágica” da empatia. É quando as pessoas percebem nossos “por quês”.

A comunicação de Martin Luther King era mágica porque ele deixava muito claro seu propósito, ou os seus “por quês”.  Ele transpirava paixão. Então, da próxima vez que você tiver que falar, além de treinar e se preparar, lembre-se de buscar seus motivos, ou a sua paixão. Responda para si mesmo por que seu assunto é tão importante pra você, e porque as pessoas deveriam te ouvir.  Talvez você leve um tempo para formular essa resposta, mas, depois que conseguir, você garantirá o tempero especial da sua comunicação, que fará com que as pessoas queiram te ouvir até o finalzinho da sua fala!

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