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Segunda-feira

13 de Julho de 2020

Cida Coelho

É fonoaudióloga formada pela PUCSP, especialista em Voz com larga experiência na preparação de repórteres e apresentadores de televisão. Atua como consultora em Comunicação Humana ministrando palestras e treinamentos individuais para profissionais liberais, empresários, políticos, atletas profissionais, executivos e equipes de liderança. É palestrante de Media Training para porta-vozes de empresas e atua como consultora da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo em Santos, desde 1995. Acumulando os títulos de mestre e doutora, Cida também foi professora universitária durante 25 anos.

3 dicas para gravar um vídeo e destravar na quarentena

Quarentena está nos obrigando a muitas mudanças no campo profissional

A quarentena está nos obrigando a muitas mudanças no campo profissional. Alguns de nós precisou apenas fazer pequenos ajustes e mudar alguns hábitos. Outros estão, realmente, tendo que se reinventar no sentido estrito da palavra. Mas, muitos de nós estamos tendo que encarar um desafio a mais: gravar vídeos.

Os youtubers, tão extrovertidos e desembaraçados, estão aí pra colocar nosso parâmetro de comparação lá no alto. Com esse padrão, não dá pra competir. Mas não se preocupe. Se os vídeos que você precisa gravar agora têm uma destinação mais profissional, existem alguns macetes que podem te ajudar.

Em primeiro lugar, vou destacar três funções do nosso cérebro, que servirão de base para pautar as nossas falas e que devem ser lembradas sempre: A primeira delas é a seguinte: o cérebro busca padrões. Ele fica tranquilo e quando as coisas se repetem, assim ele entra no modo “automático” e não gasta muita energia.  Mas não é isso que a gente quer quando a gente fala com alguém, não é mesmo?

Precisamos ganhar a atenção das pessoas. Isso nos leva à segunda função: o cérebro precisa ser surpreendido. Só assim ele sai do automático e nos concede a ATENÇÃO de que tanto necessitamos.

Mas como garantir que essa atenção se mantenha, já que para o cérebro, prestar atenção gasta muita energia?  Aí entra a terceira função, que é: o cérebro busca minimizar perigos e maximizar recompensas. Assim, o que nós falamos, precisa de alguma forma oferecer alguma vantagem, algum beneficio direto à vida de quem nos assiste.

Consideradas essas três funções, voltemos a nossa tarefa. Você precisa gravar um vídeo e não sabe como fazer isso, certo? Se você tem que gravar um vídeo, certamente tem algo a dizer, sobre um produto, ou sobre um serviço. Então, quero convida-lo inicialmente a fazer a você mesmo duas perguntas: qual é o propósito que te fez chegar até aqui com esse produto ou serviço?

Nosso produto ou serviço é a materialização de um sonho ou de um esforço. Qual é o seu propósito, qual era o seu sonho?  Segunda pergunta: qual é a sua historia em relação a esse produto ou serviço?  Foi fácil chegar até aqui? Qual foi sua luta? É importantíssimo nos lembrarmos das histórias do caminho que trilhamos até aqui. Não construímos o que temos hoje sem um caminho trilhado. E nós sabemos que, na vida real, nem tudo são flores. Então, relembre para você mesmo, a sua historia. E tenha orgulho dela. Ela te ajudará a contar seu conteúdo, se você se permitir ser quem você é.

Com esse fio da meada na mão, monte o roteiro para contar a historia do seu produto. Historias já fascinavam nossos ancestrais e nos fascinam até hoje. Historias liberam dopamina, dão prazer, e acionam a nossa Atenção. São mais fáceis de serem lembradas. Conectam, quebram muros e constroem confiança.

Tomou coragem? Então anote os três ingredientes que não podem faltar no seu vídeo:

  1. Para que seu vídeo seja compreendido: Simplicidade. Não complique.
  2. Para que seu vídeo seja lembrado: Demonstre emoção verdadeira, e jamais ultrapasse três itens para detalhar seu recado. Do contrario, as pessoas se perdem.
  3. Para que seu vídeo seja compartilhado: Demonstre os benefícios direto que as pessoas terão com o seu produto ou serviço.

Por fim, repita isso quantas vezes conseguir. É a repetição que garante, se não propriamente a perfeição, ao menos a evolução. E é pra isso que estamos aqui!

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