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Segunda-feira

24 de Junho de 2019

Caio França

Tem 30 anos e foi reeleito deputado estadual com 162.166 votos. É advogado formado pela Universidade Católica de Santos. Foi o vereador mais votado da história de São Vicente. É coordenador da Frente Parlamentar de Apoio a Baixada Santista e Vale do Ribeira e é líder do PSB na ALESP.

Meio ambiente merece reflexão diária

Há 37 anos, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, na Suécia, a ONU instituiu o 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente

Há 37 anos, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, na Suécia, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente. Em todo o mundo, a primeira semana de junho é reservada para comemorar o meio ambiente, isto quando as programações não se estendem para o mês inteiro.

Mais do que celebrar e marcar a semana por meio da realização de atividades diversificadas, que são legítimas - e considero que todo esforço e pequenas vitórias conquistadas devem ser festejadas -, faço um apelo para que a reflexão seja diária, profunda e individual, e que se estenda por toda a vida, já que somos parte desse universo em constante transformação.

O início de 2019 foi marcado por grandes tragédias: a barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, as fortes chuvas e o desabamento dos prédios na comunidade de Muzema, no Rio de Janeiro. Tragédias anunciadas, compreendidas como previsíveis, mas com chance de prevenção desperdiçada.

Nos dois casos, as responsabilidades são apuradas, mas vidas foram ceifadas. Não é possível restituir a vida. Famílias foram destruídas. Mães, pais, crianças, idosos, a fauna, a flora, constituem prejuízos incalculáveis e irreparáveis, com reflexo direto na qualidade de vida das pessoas que sobreviveram ao ocorrido. Estes são apenas dois exemplos, dentre tantos outros que já testemunhamos ao longo da história.

Já passou da hora de reconhecermos a força e a frequência das alterações climáticas, estancar as ocupações irregulares, reforçar as fiscalizações ambientais. Em um artigo recente, o jornalista e especialista em meio ambiente André Trigueiro alertou com sabedoria. “Não é possível enfrentar novos problemas com velhas cartilhas da administração pública. O clima está mudando”. Segundo disse, é necessário ajustar os protocolos de resposta aos eventos extremos.

Planejar o futuro, que já começou, não depende apenas do poder público. É uma tarefa de todos. É uma construção coletiva, tendo em vista que a questão ambiental está intimamente ligada a fatores de ordem cultural. De fato, o papel do gestor público é preponderante nesse processo de elaboração de uma nova cartilha, mas a conscientização passa também pelos pequenos, médios e grandes empreendedores, pela indústria, pelo comércio, e dentro da nossa própria casa.

Em casa, essencialmente na educação, pelo exemplo que ofertamos diariamente aos nossos filhos por meio de pequenas atitudes. Lembrando que os pais sempre serão o modelo, a referência, e dessa forma o discurso deve ser condizente com a prática. Na educação pela economia no uso dos recursos naturais. Na separação do lixo. Na valorização, culto e gratidão àquilo que é essencial para a nossa vida; e à manutenção de toda a vida: a natureza!

Então, um salve à natureza e à vida, porque o Dia do Meio Ambiente é todo dia!

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