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Sexta-feira

19 de Julho de 2019

Ângela Cotrofe

É neuropsicopedagoga.

O diagnóstico nos distúrbios de aprendizagem

A realidade educacional vem se modificando, porém, ainda existem na rede pública de ensino, como também na rede particular, crianças com histórico de fracasso escolar e outras, que mesmo não apresentando histórico de repetência, não aprendem a ler e escrever. 

Dessa forma, o problema continua de alta significância para os profissionais envolvidos com aprendizagem. Esse problema torna-se mais complexo quando se verifica que uma grande parte das crianças que não aprende a ler e escrever, na idade em que estas aprendizagens são normalmente alcançadas, não apresenta déficit intelectual.

Os Distúrbios de Aprendizagem são caracterizados por desempenho acadêmico substancialmente abaixo do esperado, tendo em vista a idade cronológica, escolarização e nível de inteligência.

Os Distúrbios de Aprendizagem também remetem a uma problemática mais específica, que está associada necessariamente à presença de uma disfunção neurológica, cuja população é bem menor que o grupo de crianças com dificuldade escolar.   

No distúrbio de aprendizagem, podemos encontrar inteligência normal ou alterada, distúrbios fonológicos, falta de habilidade para realizar narrativas, alteração no processamento de informações auditivas e visuais entre outras causas. 

Sugiro ao leitor atenção em diferenciar se o processo de aprendizagem está comprometido desde os primeiros anos de vida ou se o processo de aprendizagem está normal nos primeiros anos de vida. 

A avaliação de linguagem sistemática em pré–escolares poderia selecionar crianças para programas de prevenção para as dificuldades e distúrbios de aprendizagem.

Precisamos refletir sobre quantas crianças são encaminhadas para trabalho de intervenção do problema e, também, quantas têm distúrbios e não são percebidas no ambiente escolar.

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