Alexandre Volpe

Acadêmico do sexto ano do curso de Medicina da Universidade Metropolitana de Santos. Foi Diretor do Comitê de Saúde Pública da International Federation of Medical Students Brazil - Comitê Unimes e, atualmente, é Coordenador da Comissão de Saúde Pública e Ação Social do NJE da Ciesp Santos, Membro do Lide Futuro Santos e Presidente do Centro Acadêmico Dr. José Martins Fontes (C.A.M.F.) e da Liga Acadêmica de Medicina Legal.

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Cirurgião plástico Eduardo Fakiani alerta para riscos de procedimentos estéticos

Em live, renomado cirurgião dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês alertou para a realização de procedimentos por profissionais não qualificados

O Brasil é um dos países referências em cirurgia plástica no mundo, segundo um levantamento divulgado recentemente pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país realizou 1.498.327 cirurgias estéticas no ano de 2018, seguido de países como Estados Unidos, Alemanha e Itália. 

Em live realizada no último dia 4, esta coluna conversou com o renomado cirurgião plástico dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, Dr. Eduardo Fakiani, pioneiro em um novo conceito da cirurgia plástica.

“Desde o início da minha trajetória na cirurgia plástica, há mais de 20 anos, eu sempre acreditei que somente operar o paciente não era suficiente, sempre é necessário algo a mais, e como médico, conhecedor das possibilidades que a ciência proporciona, percebi que um paciente que por exemplo procura o consultório para realizar uma lipoaspiração, não quer somente fazer o procedimento, mas sim ter um corpo melhor, uma qualidade de vida melhor, e como cirurgião quando realizo o  procedimento, mas posteriormente encaminho para um nutrólogo para acertar a alimentação e explicar os benefícios dos exercícios físicos, auxilio  este paciente  a buscar saúde. Esse conceito interdisciplinar se tornou um sucesso e traz um benefício para o paciente”, refere Dr. Fakiani.

Outra abordagem importantíssima do bate-papo, foi referente as famosas harmonizações faciais, procedimento este que se tornou febre no país nos últimos anos, e busca uma melhor simetria do rosto, além do rejuvenescimento.

“A harmonização facial surgiu como preenchimento nos sulcos nasogenianos e nos lábios, mas nos últimos 5 anos conseguimos chegar na substância ideal, o ácido hialurônico, que nosso organismo produz, mas que a indústria conseguiu fabricar sinteticamente. No começo os médicos utilizavam o ácido de uma forma tímida, mas alguns profissionais começaram a usar de uma forma despojada e percebeu-se que os resultados eram satisfatórios, onde o paciente conseguia uma mudança de face e uma melhora na harmonia, mas com isso notamos que diversos procedimentos começaram a ficar com um padrão , a mulher com a região do zigomático “maçã” mais saltada e o homem com o famoso queixo e mandíbula estilo “super-homem, uma verdadeira transformação, onde é possível não reconhecer mais a pessoa, e com isso surgiram 2 correntes, os que realizam o procedimento mais sutil, mais natural, e o oposto que realiza a mudança radical, onde o aplicador coloca mais de 30, 40 ampolas, mas importante ressaltar que existem poucos profissionais qualificados para estes procedimentos maiores, pois envolvem riscos, assim como qualquer outro procedimento estético, e infelizmente é possível ver  diversos profissionais não qualificados realizando as harmonizações, e consequentemente, resultados insatisfatórios. A harmonização facial é um procedimento que quando bem feito, por um profissional sério, traz resultados incríveis, espetaculares, mas importante frisar que nem sempre a simetria é o belo, é preciso ter senso estético”, destaca o cirurgião.

Durante a live, outro tema destacado foram os erros médicos em cirurgias plásticas, principalmente por assim como qualquer outra cirurgia, os procedimentos também envolvem riscos e expectativas que nem sempre são possíveis atender.

“As tragédias em cirurgias plásticas acontecem por culpa de profissionais que colocam em risco a vida do paciente, principalmente operando em locais que não possuem uma infraestrutura adequada e por não possuírem uma boa formação. Uma cirurgia plástica satisfatória precisa ser realizada por um cirurgião plástico que tenha boa formação, conhecimento da anatomia humana e principalmente senso estético, afirmou Dr. Fakiani.

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