Alexandre Lopes

É Editor-Chefe de Web no Grupo Tribuna e responsável pelo G1 no litoral de São Paulo. No grupo desde 2008, já participou de coberturas em mais de 15 países. Atualmente, além de coordenar os portais, também apresenta o G1 em 1 Minuto.

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Morador de Praia Grande convive há quatro anos com hérnia gigante de mais de 30 kgs

Familiares pedem ajuda para que o aposentado possa realizar uma cirurgia

Um aposentado de Praia Grande, no litoral de São Paulo, é mais uma vítima de um sistema de saúde completamente colapsado. Há cerca de quatro anos, o idoso, de 71, foi diagnosticado com uma hérnia infraumbilical que, dia após dia, foi crescendo até chegar ao estágio atual, com um peso aproximado de 30 quilos.

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Segundo familiares, que não serão identificados para preservar a identidade do paciente, a hérnia começou com o tamanho de um limão, que estourava, infeccionava e provocava uma série de problemas. Com isso, vários exames e consultas foram feitas até ele ser encaminhado para o Hospital Guilherme Álvaro, em Santos.

O diagnóstico só veio três anos depois. Em 2019, quando foi descoberta a hérnia infraumbilical lipomatosa, o aposentado já não conseguia se mover com facilidade. "Ele não faz mais nada. Mal sai na rua e não consegue fazer as necessidades sem ser no banho. As crises de febre são semanais e ele perdeu a vontade de viver", disse uma filha ao G1.

Uma cirurgia chegou a ser agendada para novembro de 2019 e, durante o preparo, o idoso chegou a perder 50 kgs para reduzir os riscos do procedimento. "Mudaram três vezes a data e suspenderam por conta da pandemia. Continuamos sem perspectiva nenhuma de um agendamento. É muito triste ouvir que o caso não é urgente", reclama.

Ao repórter Gabriel Gatto, do G1, a Secretaria de Estado de Saúde afirmou que o aposentado é atendido por uma equipe multidisciplinar do Hospital Guilherme Álvaro. Após a reportagem, o Estado se comprometeu a, ainda nesta semana, fazer com que a unidade entre em contato para nova avaliação e definição da conduta terapêutica.

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