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Segunda-feira

18 de Novembro de 2019

Alexandre Lopes

É Editor-Chefe de Web no Grupo Tribuna e responsável pelo G1 no litoral de São Paulo. No grupo desde 2008, já participou de coberturas em mais de 15 países. Atualmente, além de coordenar os portais, também apresenta o G1 em 1 Minuto e é comentarista da TRI FM.

Golpe faz vítimas perderem até R$ 10 mil em supermercado de Santos; saiba como não cair

Tirar dinheiro nos caixas eletrônicos 24 horas, instalados na garagem da unidade da Ana Costa do Extra Santos virou um pesadelo para muita gente

Um golpe que parece ter caído na rotina. Nos últimos meses, dezenas de moradores da Baixada Santista estão sendo vítimas dos mesmos bandidos, no mesmo local, em qualquer hora do dia. Tirar dinheiro nos caixas eletrônicos 24 horas, instalados na garagem da unidade da Ana Costa do Extra Santos virou um pesadelo para muita gente.

Não importa a hora do dia. Os bandidos, que sempre agem em três, não se intimidam e, mais do que isso, não tem um pingo de preocupação com a forma de atuação ou com a possibilidade de serem descobertos. Há registro de casos que ocorreram de manhã, em fins de semana, quando o hipermercado está bastante movimentado.

O modo de agir é sempre igual. O trio analisa cada uma de suas vítimas com atenção. Assim que a ‘presa’ saca dinheiro do caixa, paga conta ou faz qualquer outro tipo de operação, ela passa a ser seguida, inclusive dentro do supermercado, localizado no andar de cima.

“Havia tirado dinheiro normalmente. Quando já estava no mercado, fui abordado por um homem, segurando um papel, falando que a nota havia saído do caixa logo após eu fazer a operação e que a máquina ainda estava logada. Voltei ao local para ver e realmente estava”, afirma uma das vítimas, que prefere não se identificar.

Ao chegar no caixa, as vítimas, acompanhadas pelo rapaz extremamente solícito, são orientadas a colocar o cartão no caixa eletrônico para destravar a máquina. Procedimento feito, vida que segue. Alguns vão para casa e outros fazem compras no mercado sem notar que acabaram de ser vítimas de um golpe.

“Quando notei, algum tempo depois, o cartão que eu havia retirado da máquina não era o meu. O meu ficou lá e foi levado por um segundo bandido que fingia que tirava dinheiro ao lado. Nisso, uma terceira pessoa me abordou, ainda no mercado, e me ajudou a ligar para a operadora do cartão para solicitar o bloqueio. Como estava nervosa, deixei a pessoa falar no telefone por mim. Mas, mais uma vez, tudo fazia parte do golpe. A ligação nunca foi feita”, conta outra vítima.

Essa terceira abordagem só ocorre quando a vítima dá pela falta do cartão. Durante todo o tempo que os outros dois bandidos estão usando o dinheiro, a terceira pessoa fica, de longe, observando, ganhando tempo para que o estrago seja feito.

Dezenas de moradores já caíram no golpe. Conversamos, ao longo da semana, com três vítimas, que perderam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Entre as operações feitas pelos bandidos estão compras em diferentes lojas, saques, transferências e até empréstimos. Em geral, a única coisa ressarcida pelo banco, quando notificado a tempo, são os TEDs e os DOCs.

A orientação é que, assim que a pessoa descubra que foi vítima da quadrilha, procure o 2º Distrito Policial de Santos, responsável pela área, para registrar um boletim de ocorrência. É importante, também, que o hipermercado disponibilize as imagens de monitoramento para que os suspeitos sejam facilmente identificados.

Em todos os golpes, a descrição do trio é basicamente a mesma. Um homem branco, loiro, baixo, gordinho, de aproximadamente 30 anos; um segundo alto, magro e pardo, de aproximadamente 25 anos e uma mulher, também de meia idade e branca. O importante, como sempre falado, é não aceitar ajuda de estranhos e, principalmente, desconfiar de qualquer oferta de ajuda aleatória.

Em nota, a rede Extra informou que conta com medidas de segurança para garantir um ambiente protegido para seus clientes. Sobre o caso em questão, a rede esclareceu que acionou a empresa responsável pela administração dos caixas eletrônicos para que as unidades sejam reposicionadas para um novo local dentro da loja.

Adicionalmente, a administradora dos equipamentos vem reforçando a orientação para que os clientes não forneçam quaisquer informações e ou aceitem a ajuda de estranhos durante a utilização dos caixas eletrônicos.

A Coluna também entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

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