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Quinta-feira

24 de Outubro de 2019

Alexandre Lopes

É Editor-Chefe de Web no Grupo Tribuna e responsável pelo G1 no litoral de São Paulo. No grupo desde 2008, já participou de coberturas em mais de 15 países. Atualmente, além de coordenar os portais, também apresenta o G1 em 1 Minuto e é comentarista da TRI FM.

Cientistas criam ser 50% humano e 50% macaco

Objetivo final do estudo, segundo seus autores, é transformar animais de outras espécies em fábricas de órgãos para transplantes em seres-humanos

Uma notícia divulgada pela imprensa mundial causou impacto, espanto e até incredulidade em milhões de pessoas das mais diferentes crenças. Uma equipe, comandada pelo pesquisador espanhol Juan Carlos Izpisúa, conseguiu criar um ser híbrido, metade humano e metade macaco, em um laboratório na China.

Por mais que a criação da 'Quimera' tenha um objetivo um tanto quanto nobre, muitos questionamentos, inclusive éticos, acabaram sendo feitos pela comunidade internacional. O objetivo final do estudo, segundo seus autores, é transformar animais de outras espécies em fábricas de órgãos para transplantes em seres-humanos.

O nome Quimera remete a mitologia grega. Quimeras teriam sido monstros com ventre de cabra e cauda de dragão, capazes de cuspir fogo pelas ventas de sua cabeça que, na verdade, seria de leão. Segundo o Jornal El País, no caso dos espanhóis, os embriões de macacos foram modificados geneticamente para desativar genes essenciais na formação de seus órgãos.

Depois disso, foram injetadas células humanas capazes de gerarem qualquer tipo de tecido. O resultado, que acabou dando certo segundo os cientistas, foi gerar uma Quimera de macaco com células humanas, que não chegou a nascer, já que os pesquisadores decidiram interromper a gestação e abortaram o experimento que, na maior parte dos países do mundo, seria completamente proibido.

Em 2017, o mesmo grupo de cientistas já havia feito o experimento envolvendo camundongos e ratos. O que chamou muita atenção, também, foi o comentário do médico Ángel Raya, diretor do Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona. "O que acontece se as células-tronco escapam e formam neurônios humanos no cérebro do animal? Terá consciência?", questionou.

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