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Terça-feira

18 de Junho de 2019

Alexandre Lopes

É Editor-Chefe de Web no Grupo Tribuna e responsável pelo G1 no litoral de São Paulo. No grupo desde 2008, já participou de coberturas em mais de 15 países. Atualmente, além de coordenar os portais, também apresenta o G1 em 1 Minuto e é comentarista da TRI FM.

Bem-vindo Game of Thrones! Estava com saudades...

O primeiro episódio, da última temporada, dividiu opiniões; foram 54 minutos de muitos reencontros e, ao contrário do esperado, quase nada de ação

Depois de dois anos de espera, os fãs de Game of Thrones puderam matar a saudade, na noite deste domingo, de seus personagens preferidos que fazem parte do fantástico universo de George R. R. Martin. O primeiro episódio, da última temporada, dividiu opiniões. Foram 54 minutos de muitos reencontros e, ao contrário do esperado, quase nada de ação.

Como fã da série e, principalmente, dos livros, confesso que fiquei ligeiramente frustrado com algumas coisas na estreia. Muitas pontas que estavam soltas acabaram sendo amarradas sem qualquer licença poética. Como fã do Tormund (Kristofer Hivju), sempre torci para que ele sobrevivesse à queda da muralha. Mas esperava uma explicação pra isso. Não que ele simplesmente se materializasse há muitos quilômetros dali, longe da muralha destruída.

Outro ponto que acabou incomodando muitos dos fãs, principalmente os que leram os livros, é a facilidade que Jon Snow (Kit Harington) consegue montar Rhaegal. Tudo bem que, na obra literária, ele é rotulado como o mais tranquilo dos três 'filhos' de Daenerys (Emilia Clarke). Só que, convenhamos, um dragão não é um cavalo. Por mais que Jon seja, agora, Aegon Targaryen, esperava um pouco mais de desenvolvimento nessa cena.

O episódio, claro, teve muitos momentos memoráveis. O encontro entre Jon e Arya (Maisie Williams) talvez tenha sido a cena mais próxima de algo fofo da história da série. A relação construída entre os personagens, durante as primeiras temporadas, fez com que os fãs torcessem muito por esse reencontro. Me arriscaria dizer, porém, que a felicidade de ambos não durará muito. Não acredito que Arya vá muito longe na temporada...

As referências ao primeiro episódio da série foram muitas. O Lord Umber, parecido até fisicamente com Bran (Isaac Hempstead-Wright) no início da série, escalava árvores para ver a comitiva Gelo & Fogo chegar a Winterfell. Esse mesmo Lord Umber, quase no final do episódio, foi brutalmente assassinado, no próprio castelo, pelo exército dos mortos.
Para mim, porém, o fim do episódio foi o ápice. O tão esperando encontro entre Bran e Jaime Lannister (Nikolaj Coster Waldau) foi de tirar o fôlego. Pouco antes, Bran comentou que estava esperando ‘um velho amigo’. Esse amigo, na verdade, é Jaime, que lá no início da série empurrou o pequeno Stark de uma janela ao ser flagrado tendo relações com a irmã.

Particularmente gosto muito do personagem Jaime. Não acho que os autores seriam capazes de manda-lo para Winterfell apenas para que ele fosse morto e, honestamente, acredito em um grande papel para o Lorde de Rochedo Castely nessa temporada. Também não acredito que ele termine a temporada vivo, apesar de torcer bastante pelo querido Regicida.

Muita gente está na expectativa para que Bran, no próximo domingo, exija a execução de Jaime. No atual momento da série, porém, isso não faz nenhum sentido. Bran, como ‘Corvo-de-três-olhos’, sabe que, apesar de alguns deslizes, Jaime não é um personagem ruim. Ele sabe, por exemplo, que Jaime matou o ‘Rei Louco’ para evitar uma tragédia sem precedentes em Porto Real. Ele sabe, também, que Jaime abandonou a irmã para lutar ao lado dos vivos.

Que o próximo domingo não demore pra chegar!

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