Moradores dos morros de Guarujá convivem com entulhos desde as chuvas de março

Sugestão de reportagem foi feita por Edinaldo José da Silva. Tragédia deixou 45 mortos e centenas de desalojados

Desde as chuvas de março, os moradores dos morros do Engenho e Cachoeira têm enfrentado diversos problemas. Uma das principais reclamações é a demora para retirar os restos das casas que foram condenadas após a tragédia, que deixou 45 mortos e centenas de pessoas desalojadas na Baixada Santista. Os moradores, que puderam ficar nas casas, agora pedem que providências sejam tomadas para melhorar as regiões.

Essa sugestão de reportagem foi feita pelo internauta Edinaldo da Silva. Você também pode entrar em contato conosco via WhatsApp, pelo número (13) 9 9642 8222, ou pelo E-Mail, g1at@grupo-tribuna.com. Ao mandar sua mensagem, deixe seus dados completos, relate o problema ou a sugestão de pauta e anexe fotos e vídeos.

Morador do Morro da Cachoeira, o engenheiro ambiental Edinaldo José da Silva decidiu fazer um abaixo-assinado virtual pedindo melhorias no local. Cerca de 150 pessoas já assinaram. Os problemas reivindicados pelos moradores são diversos, entre eles a limpeza de galerias e ruas, melhoria na iluminação pública, retirada dos entulhos das chuvas, conserto de buracos, melhoria no saneamento básico e entrega de encomendas nos domicílios.

Ainda segundo o engenheiro ambiental, a limpeza das valas é feita pelos próprios moradores. Edinaldo conta que quem pôde ficar com a casa no morro, teme que os entulhos desçam e causem ainda mais danos. Sílvio Ferreira, de 42 anos, é morador do Morro do Engenho e diz que sentiu que a região foi abandonada depois que a tragédia aconteceu. Segundo o autônomo, cerca de 45 casas foram condenadas dentro desses dois morros e é difícil ter que conviver com esses restos de construção pelo local.

A reportagem de ATribuna.com.br procurou a Prefeitura de Guarujá, que informou que A Secretaria de Operações Urbanas (Seurb) executa um extenso cronograma de serviços de capinação, tapa-buraco, limpeza de boca de lobo e canais, que abrange todos os bairros do Município. No mês de agosto, a programação atendeu a Avenida Tancredo Neves com serviços de capinação, limpeza de boca de lobo e lavagem. Além disso, periodicamente, é realizada a limpeza de valas e canais da área apontada.

O túnel Jucelino Kubistchek, que fica próximo à região, recebeu serviços de limpeza também, onde foi retirada quantidade expressiva de embalagens, como garrafas plásticas e papeis. Contudo, a Seurb ressalta a importância da população realizar o descarte adequado de resíduos, para evitar a obstrução de galerias pluviais.

Em relação à questão de iluminação, esses bairros foram contemplados com luminárias LED durante o processo de revitalização do parque de iluminação pública. Com isso, mais de 680 pontos de luz foram atendidos, sendo 467 na Cachoeira e 116 no Morro do Engenho, beneficiando milhares de munícipes.

A Prefeitura de Guarujá informa ainda que o Governo Federal repassou ao Município R$ 20,5 milhões, dos quais R$ 17 milhões serão utilizados para limpeza e remoção de entulho proveniente dos deslizamentos nos locais afetados, o que inclui os morros do Engenho e Cachoeira. O restante, R$ 3,5 milhões, será destinado à limpeza e desobstrução de galerias pluviais das ruas do entorno das áreas. As intervenções têm início previsto neste mês de setembro.

Correios

A Reportagem também entrou em contato com o Correios, que disse que as regiões dos morros Cachoeira e Engenho contam com Caixa Posta Comunitária (Associação de Moradores do Morro do Engenho - Rua Leopoldo Xavier, 45 - Guarujá/SP), para o recebimento de cartas, e entrega de encomendas disponível na Agência de Correios Guarujá (Av. Puglisi, 684), pois para ter o serviço de distribuição domiciliária é necessário atender ao artigo 10º da Portaria 4.474/2018.

Após a prefeitura comunicar os Correios sobre o atendimento às demandas do local, ele é cadastrado no Sistema de Distritamento da Estatal para dimensão dos recursos necessários para distribuição domiciliária no lugar.

Sabesp

A Sabesp também foi procurada por conta dos problemas no saneamento básico relatados. A Sabesp informou que  os morros Cachoeira e Engenho, em Guarujá, são, segundo a prefeitura, ocupações informais, onde a Companhia é impedida por lei de atuar. É necessário assim a regularização fundiária por parte do município. Disse ainda que trabalha em parceria com as prefeituras na elaboração de projetos para implantar os sistemas de saneamento em núcleos em processo de regularização dos imóveis. 

Tudo sobre: