Restauro do Outeiro de Santa Catarina, em Santos, fica pronto em abril

O projeto prevê a restauração de todas as fachadas, sistema de climatização e instalação de câmeras de vigilância e alarmes contra invasão

Com quase sete meses de atraso, o Outeiro de Santa Catarina, em Santos, deve ser entregue restaurado em abril. Patrimônio histórico, é o marco do início do povoamento da Vila de Santos. Atualmente, segundo a Prefeitura, o espaço está com 80% de obras prontas.

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O edifício, na Rua Visconde do Rio Branco, 48, no Centro, recebe massa e pintura na alvenaria do prédio principal e tem os ornamentos dos arcos da fachada recuperados. 

Ainda faltam a limpeza e a recuperação do painel artístico, do forro e do piso de madeira do prédio principal e a recuperação dos gradis e guarda-corpos das escadas.

Esse painel é do artista santista Mário Guber, de 1996. Ele está sendo revitalizado também e vai ganhar uma iluminação especial, para valorizar o trabalho.

De acordo com o arquiteto Roger Guerra, da Secretaria de Infraestrutura e Edificações, a preparação de ar-condicionado e elétrica está pronta: só resta serem feitos acabamentos, a estrutura metálica do prédio anexo e o piso da laje da cobertura.

Segundo ele, o principal mote das obras foi dar acessibilidade ao local. “Colocamos elevadores e rampas de acesso nos dois edifícios que compõem o complexo. Eles são feitos de aço corten, que é mais artístico e parece velho, além das placas de brise, que servem para quebrar o sol”, explica.
Já está pronta a pintura das partes externa e interna, feitas no estilo da época em que o prédio surgiu. Os telhados também estão prontos e há a pintura dos arcos que estão virados para a Rua da Constituição. “O espaço vai se tornar uma grande praça, com vista privilegiada de quem olhar pelo Bonde Turístico”, diz.

Os prédios serão totalmente climatizados. Os portões são de ferro e permitem visualização completa do Outeiro. Ali também será a sede da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams).
Segundo Guerra, há atraso porque obras de restauro são sempre mais minuciosas. Também se alegaram a pandemia e a falta de materiais no fim do ano, principalmente de aço, o que afetou os prazos.

Novo Centro Velho

O restauro tem custo estimado em R$ 3,2 milhões e faz parte do programa Novo Centro Velho. As obras são realizadas por empresas privadas mediante um Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras ou Compensatórias (Trimmc).
A intervenção está inserida em um conjunto de serviços de conservação e restauro orçado em R$ 44 milhões para revitalizar prédios públicos do Centro Histórico de Santos: Teatro Guarany, Casa do Trem Bélico, Casa da Frontaria Azulejada, Armazém de Bagagens, Rodoviária Municipal, Teatro Coliseu, Arquivo Histórico Municipal e escadarias do Monte Serrat e do Mosteiro do São Bento.

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