[[legacy_image_309427]] O navio-patrulha oceânico Apa irá atracar no Porto de Santos no final da manhã deste domingo (5). Ele vem para a Baixada Santista em razão do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para portos e aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última quarta-feira (1). O maior complexo do Hemisfério Sul está entre eles. Uma entrevista coletiva sobre o assunto está marcada para a tarde desta segunda (6), em Santos. O Apa vai atracar com uma grande quantidade de equipamentos e tropas de fuzileiros navais, que irão reforçar o contingente que já se encontra mobilizado na Cidade. O navio é da classe Amazonas, pertencente à Marinha do Brasil. A embarcação foi construída pela BAE Systems Maritime em 2009, como parte de uma classe de navios projetados com base na classe river da Marinha Real Britânica. O homônimo de seu nome é o Rio Apa, que banha parcialmente a fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A intenção da medida anunciada pelo Governo Federal, que entra em vigor amanhã e vai até maio de 2024, é combater o crime organizado e o tráfico de armas e drogas. Além do Porto de Santos, também estão incluídos os do Rio de Janeiro e de Itaguaí, também no Rio. Já os aeroportos são os de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). “A atuação das Forças Armadas ocorrerá em articulação com a Polícia Federal. Chegamos a uma situação muito grave. A violência tem se agravado a cada dia que passa. Resolvemos tomar essa decisão, fazendo com que o Governo Federal participe ativamente com todo o potencial que tem e ajude os estados a se livrar do crime organizado, das quadrilhas, do tráfico de drogas e de armas. Espero que dê certo”, afirmou o presidente Lula, na última semana. Poder de polícia O efetivo das Forças Armadas será inicialmente formado por 3.700 pessoas com “poder de polícia”. O Exército deve empregar 2 mil, segundo o general Tomás Paiva; a Marinha, mais 1.100, de acordo com o almirante Marcos Olsen; e a Aeronáutica, outras 600, pelos números apresentados pelo brigadeiro Marcelo Damasceno. “As Forças Armadas poderão fazer todo tipo de atividade de policiamento, do ponto de vista prático”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. “Se a Marinha encontrar ilícitos em um contêiner em um desses portos, poderá agir. No aeroporto é o mesmo caso. Se um cão farejador encontrar algo de suspeito em uma bagagem, poderá abri-la”, exemplificou o ministro da Defesa, José Múcio. A Marinha também ampliará articulação e atuação para os acessos marítimos ao Porto de Santos, para Baías da Guanabara e de Sepetiba, ambas no Rio, e no Lago de Itaipu, localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai. Já o Exército e a Aeronáutica fortalecerão imediatamente ações na faixa de fronteira com outros países. O presidente deixou claro que a extensão do decreto de GLO pode se estender a outros portos e aeroportos. Não se falou, contudo, em elevação de prazo em relação ao previsto inicialmente.